Para estimular segunda dose, Rio autoriza combinação de vacinas, e quem tomou uma injeção da AstraZeneca poderá pedir reforço da Pfizer

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A Prefeitura do Rio passou a permitir, nesta segunda-feira, que os cariocas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca peçam uma segunda dose da vacina da Pfizer, se quiserem. A medida visa a estimular a procura pela injeção de reforço — imprescindível, diga-se de passagem, no combate aos efeitos da variante Delta, conforme apontam estudos internacionais recentes.

— Já estamos fazendo isso desde a última segunda-feira, quando o Estado do Rio de Janeiro liberou a utilização da vacina da Pfizer para a segunda dose da AstraZeneca. Vamos acompanhar o estado. Nas unidades, se houver alguma falta pontual, é possível dar a segunda dose da Pfizer para a vacina da AstraZeneca. Além disso, estamos permitindo a combinação às pessoas que queiram fazer isso — diZ Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde da capital.

Segundo o secretário, em todo o município, 96 mil pessoas não retornaram para tomar a segunda dose da vacina. Pesquisas científicas apontam que a combinação dos imunizantes dessas duas marcas, um esquema também conhecida como vacinação heteróloga, potencializa a resposta imunológica do organismo contra o coronavírus.

Quando autorizou a prática, a Secretaria estadual de Saúde (SES) frisou, porém, que a chamada intercambialidade só poderia ser feita "caso o estado do Rio de Janeiro não receba doses do imunizante Oxford/AstraZeneca em quantidade suficiente para completar o esquema vacinal de quem já recebeu a primeira dose". Não é o caso do município do Rio de Janeiro — ao menos, não por enquanto.

De acordo com Soranz, a cidade tem, hoje, estoque de segunda dose da AstraZeneca suficiente até sexta-feira. E, com base nas previsões de entrega do instituto produtor, a Fiocruz, o secretário adianta que o Rio terá vacina o bastante para o reforço do imunizante na semana que vem. O propósito da decisão, que estende à ampla população uma possibilidade anteriormente restrita a grávidas, puérperas e pessoas que tiveram efeito adverso grave após a primeira dose da AstraZeneca, é garantir a imunização completa de todos, afirma o secretário.

— A gente não vai burocratizar esse processo. Só que tudo isso é condicionado à disponibilidade de doses na unidade. Agora, se a pessoa teve algum efeito colateral grave após a primeira dose, ela precisa preencher um formulário que está no nosso site, para que a gente possa ter o registro — pontua Soranz, que continua:

— O que queremos frisar é que é muito importante que as pessoas tomem a segunda dose da vacina. Estamos tendo muitas internações de pessoas que não tomaram nem a primeira dose nem a segunda. É incrível que muitas dessas hospitalizações aconteçam porque as pessoas não quiseram tomar nem uma dose da vacina.

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