Para EUA, 'nada contradiz' hipótese de que míssil que caiu na Polônia é ucraniano

A Casa Branca não "viu nada que contradiga" a hipótese, adiantada por Varsóvia, de que o míssil que caiu na Polônia procedia da defesa antiaérea ucraniana, mas atribuiu a responsabilidade à Rússia, afirmou, nesta quarta-feira (16), Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

"Dito isso, independentemente das conclusões finais, está claro que a Rússia é a responsável final deste trágico incidente" devido a seus ataques contra a infraestrutura civil ucraniana, assinalou Watson em comunicado, no qual acrescentou: "A Ucrânia tinha e tem o direito a se defender."

"Temos plena confiança na investigação realizada polo governo polonês sobre a explosão ocorrida perto da fronteira com a Ucrânia e louvamos o profissionalismo e o rigor com os quais a estão conduzindo", acrescentou Watson, em nome do Conselho subordinado diretamente ao presidente americano Joe Biden.

Segundo os elementos adiantados por Varsóvia, o míssil que caiu na Polônia sobre sua fronteira leste e matou duas pessoas procederia da Ucrânia, algo que Kiev rechaçou, reiterando que o projétil era russo e também pedindo livre acesso ao local para verificações.

"Não tenho nenhuma dúvida de que este míssil não era nosso", disse o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, na televisão, assegurando que não havia recebido nenhuma prova dos países ocidentais sobre a origem do armamento.

A Otan também informou que se trataria de um míssil terra-ar perdido disparado pelas forças de Kiev no contexto da defesa contra a onda de ataques russos com mísseis lançados contra diversas cidades na Ucrânia. Contudo, a aliança atribuiu responsabilidade à Rússia, por sua invasão do país vizinho.

Este incidente gerou temores de uma escalada importante, pois a Polônia é membro da Otan e está amparada pelo compromisso de defesa coletiva da aliança militar, mas a tensão diminuiu parcialmente nesta quarta.

Moscou, por sua vez, negou ter disparado o projétil.

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