Para lutar contra inflação, Boris Johnson propõe reduzir número de funcionários públicos no Reino Unido

Diante da pressão da opinião pública, o governo britânico resolveu agir contra o aumento geral de preços no país. O primeiro-ministro Boris Johnson se recusa, por enquanto, a impor um imposto aos fornecedores de energia para financiar uma ajuda às famílias mais atingidas e aposta na redução do número de funcionários públicos para gerar economia, conforme anúncio feito nesta sexta-feira (13).

Com informações de Emeline Vin, correspondente da RFI em Londres

Suprimir 90.000 postos de trabalho na função pública permitiria, segundo o governo britânico, liberar £ 3,5 bilhões por ano, dinheiro que poderá ser utilizado para medidas de apoio às famílias diante da inflação ou cobrir cortes de impostos.

De acordo com o Executivo, a medida afetaria até um quinto da força de trabalho atual. Isso significa voltar ao número de funcionários de 2016, o nível mais baixo desde a Segunda Guerra Mundial.

"Trata-se de voltar ao serviço público que tínhamos em 2016", disse Jacob Rees-Mogg, secretário de Estado para o Brexit e eficiência do governo, à Sky News.

Nos últimos anos, a preparação do Brexit e a pandemia de Covid-19 levaram a um aumento gradual dos funcionários nas instituições governamentais. De acordo com Rees-Moog, foram contratados mais de 91.000 funcionários públicos para lidar com as mudanças do Brexit e depois para o combate ao coronavírus. Ele considerou que houve “boas razões para contratar mais pessoas”, mas que “essas razões já não são atuais”, negando que se trate de um projeto de austeridade.


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