Para ministra Damares, dizer que não existe violência contra LGBTs 'é uma piada'

Equipe HuffPost

Após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir por maioria que a LGBTfobia deve ser entendida como um crime e reconhecer a omissão do Congresso em não legislar sobre o tema, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, saiu em defesa da população LGBT.

“Nós temos que combater a violência contra o segmento”, disse ao participar de evento na PGR (Procuradoria Geral da República) na manhã desta sexta-feira (24), segundo o jornal O Globo. “Dizer que não existe a questão da violência é piada, existe a violência contra o segmento, e no segmento.”

Os números da LGBTfobia no Brasil 

 

De acordo com os pedidos, as condutas de discriminação de cunho homofóbico e transfóbico devem ser consideradas como um tipo de racismo ou entendidas como “atentatórias a direitos e liberdades fundamentais” e, em ambos os casos, devem ter punição legal.

O objetivo é diminuir a violência contra a comunidade LGBT. Canal oficial do governo, o Disque 100 recebeu 1.720 denúncias de violações de direitos de pessoas LGBT em 2017, sendo 193 homicídios. A limitação do alcance do Estado é admitida pelos próprios integrantes da administração federal, devido à subnotificação.

Por esse motivo, os levantamentos do Grupo Gay da Bahia, iniciados na década de 1980, se tornaram referência. Em 2017, a instituição contabilizou 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais mortos em crimes motivados por questões de gênero no Brasil. O número representa uma vítima a cada 19 horas.

Na tarde de ontem, Dias Toffolli, presidente do STF, sugeriu que o julgamento fosse adiado ao dizer que “tudo indica que já houve diminuição nas agressões [contra LGBTs]” e que o Congresso já se movimentou sobre a questão. 

″É um público que tenho um carinho muito grande, que são as travestis. Existe violência, vai nas ruas ver o que acontece com os travestis”, disse a ministra.

Damares ainda afirmou, segundo o jornal, que trabalhará...

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