'Para o governo, parece que a pandemia acaba em 31 de dezembro de 2020', diz economista sobre orçamento da Saúde do próximo ano

Evelin Azevedo
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Divulgação/Conselho Nacional de Saúde
Divulgação/Conselho Nacional de Saúde

RIO — O Ministério da Saúde ainda tem à disposição R$ 6,5 bilhões dos R$ 43,7 bilhões liberados excepcionalmente em 2020 para estratégias de combate ao coronavírus. Na visão do economista Francisco Funcia, consultor técnico do Conselho Nacional de Saúde e professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, "parece que a pandemia acabou", já que o dinheiro não é utilizado.

A maior preocupação é que os R$ 6,5 bilhões serão perdidos se não tiverem destinação até o final deste ano. É quando o estado de calamidade pública causada pela Covid-19 se encerra — e, até o momento, não há indícios de que o crédito emergencial será prorrogado para 2021. "É como se a Covid tivesse data para acabar no Brasil, 31 de dezembro de 2020", diz Funcia.

Para ele, o dinheiro já deveria ser empenhado com o objetivo de preparar o SUS para uma possível segunda onda de Covid-19, que já ocorre em alguns países europeus e nos Estados Unidos e, segundo alguns especialistas, pode acontecer por aqui também.Questionado pelo GLOBO sobre o dinheiro não utilizado, o Ministério da Saúde disse em nota que "aguarda a execução dos serviços e contratos em sua integralidade para empenhar os recursos".