Para OMS, é possível encerrar fase aguda da pandemia de Covid-19 este ano

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Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. REUTERS/Denis Balibouse
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. REUTERS/Denis Balibouse

SÃO PAULO — É possível acabar com a fase aguda da pandemia de coronavírus este ano, afirmou nesta segunda-feira o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. No entanto, ele alertou que atualmente a Covid-19 provoca uma morte a cada 12 segundos no planeta.

"Podemos acabar com a fase aguda da pandemia este ano, podemos acabar com a Covid-19 como emergência sanitária mundial", que é o nível de alerta mais alto da OMS, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No entanto, Adhanom alertou que é "perigoso supor que a Ômicron será a última variante e estamos no fim do jogo", porque as condições são "ideais" para que outras variantes surjam, inclusive outras mais transmissíveis e virulentas.

Segundo o diretor da OMS, para acabar com a fase aguda da pandemia, os países não devem ficar de braços cruzados e são obrigados a lutar contra a desigualdade na vacinação, vigiar o vírus e suas variantes e aplicar restrições adaptadas.

Vacina para todos

Tedros Adhanom Ghebreyesus pede há semanas insistentemente aos estados-membros que acelerem a distribuição de vacinas aos países pobres, com o objetivo de conseguir vacinar 70% da população mundial em meados de 2022.

Metade dos 194 Estados-membros da OMS não alcançaram o objetivo de chegar a 40% da população vacinada no final de 2021, segundo a instituição.

Enquanto isso, a Covid-19 continua fazendo vítimas. Na última semana, uma pessoa morreu a cada 12 segundos no mundo devido à doença e a cada três segundos foram registrados 100 novos casos, segundo a OMS.

O surgimento da variante Ômicron em novembro disparou o número de casos. Desde então, foram contabilizados 80 milhões de novas infecções.

Mas "até agora, a explosão de casos não foi acompanhada por um aumento das mortes, embora as mortes tenham aumentado em todas as regiões, sobretudo na África, a região com menos acesso às vacinas", segundo o responsável.

"É verdade que viveremos com a Covid (...), mas aprender a viver com ela não deve significar que temos que deixar o caminho livre. Não deve significar que temos que aceitar que 50 mil pessoas morram toda semana devido a uma doença que podemos prevenir", disse.

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