Para pai de Henry, só a ganância explica a ex defender Dr. Jairinho: ‘Monique sempre quis mais’, afirma Leniel Borel

Vera Araújo
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Fotos tiradas nos últimos meses pela professora Monique Medeiros, de 32 anos, incomodavam seu ex-marido, o engenheiro Leniel Borel, de 37. Nas selfies, o filho deles, Henry, de 4, sempre aparece ao fundo, enquanto a mãe se mostra em primeiro plano. Depois da morte da criança, há um mês, o engenheiro concluiu que as imagens dizem muito sobre a personalidade de Monique: “Em dez anos de casamento, era sempre ela na frente e todo o resto para trás”. Em entrevista ao EXTRA, Leniel dá detalhes do relacionamento durante e depois do matrimônio.

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Como conheceu Monique?

Em abril de 2011, quando estava fazendo um curso de especialização na Marinha. Conheci na festa de um amigo em comum. Pouco tempo depois, estávamos morando juntos, e nos casamos em dezembro do ano seguinte. E Henry nasceu em 3 de maio de 2016.

Monique queria ter filhos?

Num primeiro momento, a gravidez foi um baque para ela. Monique tinha feito uma lipoaspiração e colocado silicone. Estava com o corpo legal. Aí, eu falei “vamos ter, vai ser lindo”. Eu me casei para ter filhos. Tivemos aquele momento de reflexão, fiquei desempregado em 2015, mas, para mim, estava sendo perfeito esperar meu filho.

Como foi a gravidez?

Eu sempre quis um irmão para Henry. Ela sempre era contra, sua gravidez foi muito tumultuada por causa dos casos de zika da época. Era muita criança nascendo com microcefalia. Monique teve que usar muito repelente. A gente morou um tempo com os pais dela, em Bangu. Eles pegaram a doença. Então, foi uma gravidez puxada, por conta desse cenário negativo. Ela só falava “não quero ter outro filho, só eu sei como sofri”. De fato, vomitou muito, tinha mal-estar direto. A gravidez, para ela, não foi agradável.

Henry foi desejado pelo casal, apesar dos problemas?

Henry sempre foi muito desejado por mim. Uma ultrassonografia apontou que o parto deveria ser antecipado em duas semanas. Ele nasceu bem branquinho, com 2,5 quilos. Era bem pequenino, depois ganhou peso. Ela teve muita dificuldade para amamentar. Mas Monique curtiu o filho também.

O que causou o desgaste no casamento?

Foram diversas coisas. A distância foi uma delas. Quando eu a conheci, trabalhava embarcado: 21 dias fora, 21 em casa. Trabalhei em Macaé e em Aracruz, no interior do Espírito Santo. O melhor momento da minha vida, por incrível que pareça, foi durante a pandemia, porque, desde março do ano passado, pude ficar em casa. Era um tempo que eu nunca tinha tido com eles. Ficava com Monique e meu filho em tempo integral. Para ela, não sei. Monique não gosta de ficar em casa. Sempre foi muito consumista, gastava muito. Também era muito ligada à beleza, ao corpo. Só vestia roupas de grife. Gosta de joias. Era preocupada em ter as coisas. Eu, como marido, posso ter errado ao tentar dar sempre tudo para ela e não colocar um freio nisso.

Acha que ela teve um caso com Jairinho enquanto estavam casados?

Eu só fui saber que eles estavam juntos em novembro do ano passado. Fui pegar o Henry para passar um fim de semana comigo e ela disse que iria para Petrópolis com as amigas. A gente já estava separado. Aí, uma amiga em comum me mandou uma foto da Monique com o Jairinho. Eu disse “legal que ela esteja com alguém”. Foi aí que eu soube. Não sabia quem era o Jairinho.

Por que ainda chama o vereador de Jairinho, no diminutivo?

Ele foi me apresentado dessa forma. Já o viu de perto? Ele é pequenininho.

Pelas mensagens que a polícia recuperou no celular de Monique, ela sabia das agressões ao Henry. Por que escondeu isso?

Pois é. Por que ela não falou sobre isso comigo? Eu poderia sumir com Henry e deixá-la investigar, conhecer melhor o Jairinho. Como é que ela, como mãe, permitia que ele continuasse a conviver com o nosso filho?

Vê alguma explicação para o fato de ela não ter feito nada?

A ganância é muito clara para mim. Ela trocou a vida que tinha numa casa em Bangu para viver num condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Passou a ter um bom emprego (no Tribunal de Contas do Município). Imagino que o que a gente tinha não era muito bom para ela. Monique queria muito mais. Eu dei carro, dei cartão de crédito. Não foi o suficiente.

Você acha que ela pôs o filho em risco pelo luxo?

Está muito claro para todo mundo que Monique sempre quis mais. Seu lado narcisista se mostra nas fotos que tirava. Ela sempre aparece na frente, Henry atrás. Eu, quando aparecia com ela, só ficava em último plano. Em dez anos de casamento, era sempre ela na frente e todo o resto para trás.

Ela realmente tentou instalar uma microcâmera em casa, como diz em uma mensagem para a babá?

Monique falou para mim que tinha uma câmera no quarto. Ela teve várias oportunidades para me contar. Como é que foi dormir ao lado de alguém que matou o filho dela?

Sua ideia de criar uma conta no Instagram em memória de Henry aliviou a dor da perda?

Passei a colocar uma foto nova por dia. Não tinha ideia do que seria a minha vida a partir da morte dele. Eu não tenho mais vontade de fazer nada, porque o meu bem maior, o meu príncipe, o amor da minha vida, foi embora.