Para salvar Aécio, Temer 'coloca a mão no bolso'

Charles Sholl/Futura Press

A suspensão da decisão da Primeira Turma do STF de afastar Aécio Neves de suas funções, que aconteceu na última terça-feira, 17, custou caro ao presidente Michel Temer. De acordo com o jornalista Josias de Souza, movido por “solidariedade política e penal”, Temer autorizou seus operadores a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias. 

Três senadores, Simone Tebet e Waldemir Moka, do PMDB, e Pedro Chaves, do PSC, estariam decididos a votar contra Aécio, mas, diante da verba, votaram a favor.

Direto do hospital

Para garantir os votos necessários, diversos senadores vieram direto do hospital. Romero Jucá, presidente do PMDB, que se recupera de uma cirurgia, não pretendia comparecer mas, diante do cenário, foi “convocado”. O senador João Alberto, também do PMDB, desmarcou uma cirurgia para estar presente na sessão. Paulo Bauer, líder do PSDB, passou mal e foi levado ao hospital. Acabou voltando ao Senado de ambulância, depois de um “apelo” de Renan Calheiros. “É fundamental fazermos um apelo ao senador Paulo Bauer, para que ele faça um esforço a mais e venha. Afinal, o João Alberto cancelou uma cirurgia. E o Romero Jucá teve arrancada metade das tripas e está aqui. Firme!”, declarou.

O que ganha Temer?

O presidente não “colocou a mão no bolso” por pura solidariedade. Tramita na Câmara a segunda denuncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer e a expectativa é de que Aécio ajude a acabar com o problema.