'Para todos os garotos que já amei': conheça os livros que inspiraram a trilogia na Netflix

O Globo
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Sucesso no cinema e nas livrarias, a franquia "Para todos os garotos que já amei" chega ao fim com o terceiro filme da trilogia. Adaptação do livro homônimo da americana Jenny Han, "Agora é para sempre" estreia no Netflix no dia 12 fevereiro, e traz de volta os atores Lana Condor e Noah Centineo nos papeis de Lara Jean Song Covey e Peter Kavinsky, respectivamente.

Em “Para todos os garotos que amei”, título do primeiro opus da triologia (publicada em livro em 2014 e adaptada para o cinema em 2018), a aluna do segundo grau Lara escrevia em segredo para todos os seus crushes, e foi pega de surpresa quando um dia as cartas foram misteriosamente enviadas para os destinatários. Com a vida amorosa turbinada, ela teve que aprender como funciona um relacionamento de verdade na segunda parte, “P.S.: Ainda amo você”.

Agora, a série se encerra com um novo dilema: ingressar na faculdade ou permanecer com a família e com Peter, o namorado?

De origem coreana, Lara é muito próxima de suas duas irmãs, e as obras refletem sobre os relacionamentos familiares. No Brasil, os livros da série venderam 900 mil exemplares, segundo a editora Intrínseca.

“Para todos garotos que já amei” foi o primeiro livro com uma asiática na capa a aparecer entre os mais vendidos do “New York Times”. Hoje pode parecer bizarro, mas a autora Jenny Han, também de origem coreana, conta que na época a editora americana teve medo que a capa prejudicasse as vendas. Imaginavam que as pessoas achariam a imagem de Lara muito diferente delas.

"Queria muito que garotas asiáticas tivessem essa experiência de entrar na livraria e se ver nas prateleiras", disse Jenny ao GLOBO em 2017, quando veio à Bienal do Rio. "Muitas pessoas se sentem invisíveis, e essa é uma maneira de fazê-las se sentirem vista". Por isso, a autora conseguiu incluir em seus livros diversas curiosidades a respeito da cultura coreana, por meio dos costumes de Lara Jean e suas irmãs Margot e Kitty.

No cinema não foi diferente. Para Han, o mais importante é que as adaptações mantivesse o nível de representatividade de descendentes asiáticos. "Representavidade é tão importante, e isso significa tudo para mim. Mais do que qualquer coisa, eu espero que o sucesso desse filme gere mais oportunidades para atrizes asiáticas e escritoras à margem da sociedade", escreveu em sua página do Facebook.

As adaptações também foram um sucesso. A Netflix, que raramente revela resultados de audiência, anunciou que o filme lançado em agosto de 2018 foi o segundo na lista de mais reassistidos daquele ano na plataforma. Perdeu apenas para “A barraca do beijo”, outra comédia romântica voltada para o público juvenil.