Para unir o útil ao agradável, máscaras ganham versões carnavalescas

Pâmela Dias
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A falta que o carnaval faz aos cariocas está na cara. Mesmo com a queda nas vendas de adereços nas lojas, os apaixonados pela folia não resistiram e resolveram incorporar o espírito da festa mais animada do ano a um acessório que passou a ser obrigatório para conter o coronavírus: as máscaras em tecido animal print, de lantejoulas, ou combinando com adereços que serão usados em festas dentro de casa. Isolados, sim. Desmascarados e sem fantasia, nunca! É um desfile nas redes sociais.

Os itens ganharam a liberdade e a criatividade da folia de rua. Vão desde modelos mais simples, só nas cores da escola de samba do coração, até as com paetês e pedrarias. Segundo o vice-presidente da Portela, Fábio Pavão, as máscaras permitem ao folião exaltar o amor à escola:

— Inicialmente, a Portela decidiu customizar para doá-las à comunidade.

Com versões mais ousadas, a estilista Letícia Bueno, dona da Skindô Lelê, tem feito sucesso com modelos artesanais, sempre com um adereço de cabeça. A empreendedora recebe encomendas diárias. O preço médio da máscara é R$ 25, já o adereço varia de R$ 98 a R$ 300.

— A maioria compra para dar uma animada em festa com a família — conta, garantindo que as máscaras seguem as recomendações da OMS.

Enquanto a Saara só vende 40% do que vendeu no carnaval passado, Cristiane Machado, de 43 anos, tem vivido graças às máscaras, inclusive de carnaval. Chefe de costura da Imperatriz, ela ficou sem trabalho.

— Veio a ideia de iniciar a produção e venda de máscaras. As mais pedidas são as de paetês.