Para voltar a ter sol na praia, Balneário Camboriú aterra mar aumentando faixa de areia

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RIO - A prefeitura de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, decidiu aterrar uma parte do mar para aumentar a faixa de areia de 25 metros para 70 metros. A revitalização da praia Central, como a obra tem sido chamada pelo governo municipal, serve para devolver o sol à região.

Por conta da altura dos prédios construídos na orla, a praia Central, principal da cidade, fica completamente à sombra depois das 14h comprometendo o sol de banhistas e da vegetação de restinga.

O problema de construções na orla fazendo sombra durante a maior parte do dia também atinge a praia da Boa Viagem, no Recife, e a cidade de Vila Velha, no Espírito Santo.

Na Praia Brava, em Itajaí, (SC), o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a Prefeitura de Itajaí e o Instituto Itajaí Sustentável.

O pedido é para que a Justiça condene ambos a não aprovar novos empreendimentos em toda a extensão da orla que impliquem qualquer tipo de sombreamento na restinga e areia da praia antes das 17 horas, tendo como referência o primeiro dia do inverno (21 de junho). O MPF pede multa de dez mil reais por dia de descumprimento de eventual decisão judicial.

Por conta das edificações, Balneário Camboriú é conhecida como ‘Dubai brasileira’. A cidade de pouco mais de 145 mil habitantes ostenta um recorde surpreendente: abriga seis dos dez edifícios residenciais mais altos da América do Sul, de acordo com dados compilados pelo Council on Tall Buildings and Urban Hab, uma ONG internacional.

Ainda assim, a Praia Central é a mais popular da cidade. Mesmo em tempos de Covid-19, fica lotada, com banhistas desafiando as restrições impostas por causa da pandemia.

A mega estrutura para a obra, que tem até site para ser acompanhada em tempo real, começou a ser montada em março.

Primeiro foram montados 333 tubos que foram soldados, estendidos ao longo da praia e posteriormente levados ao mar para fazer a conexão entre a praia e a draga que trará a areia nova.

O preenchimento é feito em trechos de 1 km e meio, que serão interditados durante o trabalho, e liberados quando prontos. O primeiro, cuja foto viralizou na última sexta-feira, já foi iniciado.

A draga que está sendo utilizada na obra é chamada de Galileo Galilei e estava no Oriente Médio antes do serviço no Brasil.

Ela é responsável por tirar areia do fundo do mar para aterrar o mar. Cada viagem trará de 10 a 12 mil metros cúbicos por ciclo. Pelos cálculos dos engenheiros serão quatro descargas da draga por dia.

Na praia, homens e máquinas farão o trabalho de espalhar a areia nova, que, no primeiro momento o material será mais escuro, mas a medida que vai secando e pegando sol, vai ficando mais clara até chegar na cor da praia atual.

O preenchimento atual começa defronte à Rua 3700 e será feito em direção à Barra Sul, em trechos que serão interditados ao acesso público.

Quando completar este lado, toda tubulação utilizada na praia será removida e realocada sentido centro para assim, retomar o preenchimento até altura da Rua 2200.

Quando o preenchimento chegar na altura da Rua 2200, a tubulação que traz a areia da draga até a praia será flutuada e a ponta que fica em terra será deslocada até o trecho de praia diante da Rua 2200, começando em seguida a dragagem daquele ponto em direção ao Pontal Norte, até completar o preenchimento de toda praia.

Essa movimentação da ponta da tubulação principal da 3700 até a 2200 é necessária para que o material que vem impulsionado da draga chegue mais rápida e facilmente até o Pontal Norte.

A previsão para término da atividade de dragagem e preenchimento da praia esta dentro do cronograma que é final de outubro deste ano.

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