Parada LGBT+ em São Paulo começa com Paulista cheia e tom político; veja AO VIVO

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Com a Avenida Paulista cheia, com pelo menos 10 quarteirões tomados no começo da tarde, e após dois anos de celebrações virtuais por conta da pandemia, a Parada LGBT+ de São Paulo foi às ruas com tom político e críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao todo, 19 trios elétricos realizam o trajeto que sai da altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e percorrerá toda a Rua da Consolação. Confira a cobertura AO VIVO do evento.

Veja imagens: Avenida Paulista fica repleta de cores e mensagens políticas

Não houve ocorrências policiais relacionadas ao evento, informou a Polícia Militar do Estado de São Paulo. O público chegou em peso após a virada da manhã, quando estavam previstas as principais atrações musicais: Luisa Sonza, Ludmilla e Pabllo Vittar estão entre os nomes escalados para celebrar o orgulho LGBTQIA+.

A cantora Ludmilla adotou discurso político, mas sem citar candidatos das eleições de outubro. "A luta (da comunidade LGBTQIA+) não está ganha", disse. Complementou afirmando que é preciso pedir respeito às minorias.

A ex-prefeita da cidade de São Paulo, Marta Suplicy, por sua vez, destacou que há um "retrocesso" em curso. "(Este) não é um momento qualquer da nossa história. Nós estamos num retrocesso civilizatório. Tudo o que faz com que tenhamos respeito uns com os outros é o que estamos perdendo nesses anos", declarou.

Com o tema "Vote com orgulho: por uma política que representa" a Parada do Orgulho LGBT+ deste ano foi justamente pensada para discutir a participação e representação política do grupo. Os participantes da Parada abraçaram o tom político e, em diversas ocasiões, direcionaram críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há, por exemplo, diversos cartazes pedindo "Fora Bolsonaro" e alguns estandartes de apoio ao ex-presidente Lula. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ouvir grupos gritando "ei, Bolsonaro (palavrões)".

Por volta das 15h30, ao menos 10 quarteirões da avenida Paulista estavam repletos de pessoas que acompanhavam os shows de artistas que se apresentavam em 19 trios elétricos. Nos quarteirões próximos ao Masp, a aglomeração chega ao ápice, sendo difícil de caminhar em meio à multidão. Esta é a primeira edição presencial do evento após dois anos de celebração em casa, virtual, devido à pandemia do coronavírus.

Ente os que marcaram presença na Parada pela primeira vez está o casal formado pelo professor Matheus Santos, de 34 anos e o terapeuta tântrico Fernando Ravi, de 28 anos. Ambos são de Belo Horizonte e estão com o casamento marcado para a próxima semana.

-- Viemos para celebrar a primeira edição presencial pós-pandemia, mas principalmente para mostrar a importância de lutar por direitos. Estamos na fila para adoção de uma criança e sinto que esse ainda é um tabu na sociedade. Tenho a sorte de ser acolhido por boa parte da minha família, mas não totalmente. Temos muito que avançar - afirma Santos.

O professor da rede pública de ensino diz acreditar que, em meio ao que considera ser um momento de retrocesso de políticas públicas voltadas às minorias, a Parada é um momento de exercer pressão contra retrocessos.

(Colaboraram Cleide Carvalho e Mariana Rosário)

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