Paraguaios viviam há três meses em fábrica de cigarro sob ameaça e em condição análoga à de escravidão

Os 24 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros, na Baixada Fluminense do Rio, viviam sob ameaça da quadrilha que comandava o esquema. O galpão foi encontrado e fechado por policiais nesta sexta-feira, dia 8, em Campos Elíseos, bairro de Duque de Caxias. Um brasileiro e 23 cidadãos paraguaios eram impedidos de sair da fábrica e ouviam que “ficariam ruim para eles se saíssem”.

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Durante a verificação de uma denúncia de ligação irregular de energia elétrica no local, agentes do Departamento Geral de Combate à Corrupção, Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), em conjunto com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), da Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), desconfiaram da movimentação e da reação dos trabalhadores, que se esconderam ao perceber a presença dos policiais.

No galpão, os investigadores encontraram mais de 500 caixas de cigarros que eram produzidos diariamente de forma ilegal. A perícia foi realizada no local, os materiais serão apreendidos e o maquinário será removido. A Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho foram acionados e estão trabalhando em parceria com a Polícia Civil.

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Os trabalhadores saíram de Ciudad Del Este, no Paraguai e viajaram de ônibus primeiro para São Paulo, de onde pegaram outro ônibus para o Rio. Eles foram atraídos pela quadrilha com a promessa de emprego pelo período de quatro meses, com pagamento de salário de R$ 3 mil. Há três meses na cidade trabalhando em condições análogas à escravidão, só o que receberam foi R$ 500. O dinheiro não era pago diretamente a eles. O combinado era depositar o pagamento na conta de familiares das vítimas.

Ao chegarem em São Paulo, os celulares foram confiscados e ninguém mais conseguiu se comunicar com a família. O trabalho acontecia de segunda à domingo, durante o dia e à noite. Os alojamentos não tinham ventilação ou janelas e a área de comida continha marcas de sujeira nas paredes. Um banheiro coletivo era utilizado pelo grupo no local. Todos os 24 trabalhadores foram libertados com a chegada da polícia e dormirão em hotéis pagos por um programa do Ministério Público do Trabalho. O Consulado Paraguaio também está prestando assistência.

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Durante o dia de ontem, as vítimas começaram a ser ouvidas na delegacia, e posteriormente junto à Polícia Federal, que irá avaliar a permanência deles no território brasileiro. Todos os indivíduos localizados na fábrica serão encaminhados para a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). As investigações continuarão para a identificação dos responsáveis pelo local e pelo maquinário.

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