Paralimpíada: Bicampeão mundial, ciclista Lauro Chaman busca ouro em Tóquio para completar galeria de títulos

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A história do ciclismo paralímpico brasileiro está diretamente ligada a Lauro Chaman. Ao faturar as medalhas de prata e bronze na Rio-2016, o paulista de 34 anos conquistou para o Brasil os primeiros pódios da modalidade na história. Agora nos Jogos de Tóquio ele entra com uma missão: buscar o ouro para completar sua vitoriosa galeria.

Chaman vai entrar em ação pela primeira vez no Velódromo de Izu às 22h de hoje (horário de Brasília), na final da prova do contrarrelógio 1.000m C4-5. Amanhã à noite, a partir das 22h, ele disputa as eliminatórias da prova de perseguição 4.000m. Na próxima semana ele disputa a prova de estrada. Os Jogos Paralímpicos terão transmissão da TV Brasil e canais SporTV.

No Rio, Lauro foi prata na prova de estrada C4-6 e bronze no contrarrelógio masculino C5. No atual ciclo paralímpico, ele conseguiu melhorar os seus números. Em junho deste ano, foi campeão da classe C5 na prova de resistência do Campeonato Mundial de ciclismo de estrada em Portugal, com o tempo de 2h05min47s. Foi o segundo título mundial do ciclista, que também ficou com o bronze no contra-relógio. Ele é dono ainda de três medalhas de ouro em Parapans.

Paulista de Araraquara, Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás. O atleta passou por cirurgia para corrigir o problema, mas o procedimento o fez perder o movimento do tornozelo. Por conta disso, teve atrofia na panturrilha.

Ele sempre usou a bicicleta como meio de transporte e, aos 13 anos, começou a competir em provas de mountain bike contra atletas sem deficiência. Aos 16, começou no ciclismo convencional e passou para o paralímpico três anos depois, em provas de pista e estrada:

— Nunca vou parar de pedalar. Daqui alguns anos vou parar de competir, mas pedalar eu nunca vou parar, quero brincar com meu filho, pedalar com ele. Sou muito realizado por tudo que eu tenho. Hoje eu agradeço muito mais pelo que eu já tenho do que peço algo que não tenho.

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