Paralimpíada: no dia do 100º ouro, Brasil conquista outras seis medalhas em Tóquio; confira o resumo

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O oitavo dia de competições da Paralimpíada de Tóquio rendeu ao Brasil o 100º ouro de sua história, além de mais seis medalhas nesta edição. Em 6º lugar no quadro, país chega a 14 ouros e 42 medalhas no total. Confira um resumo do que aconteceu:

Veja lista e curiosidades sobre os 100 ouros do Brasil

Yeltsin Jacques venceu a final dos 1500 metros na classe T11, e conquistou a 100ª medalha dourada brasileira. Com o guia Carlos Antônio, ele disparou na frente logo após a largada e dominou totalmente a prova para vencer em 3min57s60, com oito segundos de vantagem para o japonês Shinya Wada, que ficou com a prata. O bronze foi para Fedor Rudakov, do Comitê Olímpico Russo.

A baiana Raissa Rocha Machado levou a prata no lançamento de dardo F56 (para atletas cadeirantes), com a marca de 24m39. Ela ficou atrás da iraniana Hashemiyeh Motaghian Moavi, que bateu o recorde mundial da prova com 24m50, e o bronze foi para Diana Dadzite, da Letônia, com 24m22.

Na manhã desta terça-feira, Carol Santiago fatura seu 2º ouro. Depois de ser campeã nos 50m livre S13, a pernambucana de 36 anos subiu no lugar mais alto do pódio também nos 100m livre S12, classe para pessoas com baixa visão. Carol se tornou a primeira brasileira a faturar duas medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Paralímpicos na natação.

Mais tarde, ela ainda voltou ao pódio no revezamento 4x 100m livre misto para deficientes visuais, conquistando uma prata ao lado de Wendell Belarmino, Douglas Matera e Lucilene Sousa.

Já Gabriel Bandeira foi prata nos 200m medley SM14 (para pessoas com deficiência intelectual), chegando a quatro medalhas no Japão. O Brasil ainda ganhou um bronze com Mariana Gesteira nos 100m livre S9.

O país fechou o dia com a medalha de Jardenia Felix no atletismo. A velocista de apenas 17 anos levou o bronze nos 400m da classe T20, para deficientes intelectuais, com 57s43. O ouro ficou com a americana Breanna Clarke, que bateu o recorde mundial da prova com 55s18. Yulia Shuliar, da Ucrânia, foi prata com 56s18.

Porém, a grande decepção foi a desclassificação de Jerusa GEber e Thalita Simplício nos 100m T11 (para deficientes visuais). A final tinha medalha praticamente garantida para o Brasil, com ótimas chances de dobradinha pelo desempenho de ambas nas classificatórias. Mas as cordas-guia das brasileiras arrebentaram, e ambas foram desclassificadas.

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