Paralimpíadas: Delegação brasileira tem atletas irmãos, nadadoras gêmeas e até mãe e filha competindo; conheça

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Nas Paralimpíadas, o que modalidades como natação, atletismo, tênis de mesa e tiro com arco têm em comum? No caso da delegação do Brasil, além do talento e dedicação dos atletas, a família também pode ser uma resposta. Isso porque, entre os esportistas, há casos de parentes que foram convocados para defender o país na competição: há, por exemplo, mãe e filha, irmãos com idades diferentes e até gêmeas.

Um dos casos é a douradíssima dupla de atletas Silvânia Costa, de 34 anos, e Ricardo Costa, de 39. Os dois são oriundos da cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e competem na modalidade salto em distância. E já trouxeram conquistas importantes no país: os dois ficaram com a medalha de ouro na Paralimpíada do Rio, em 2016. Em Tóquio, Silvânia repetiu a dose e conquistou o bicampeonato. No masculino, Ricardo ficou com a sexta posição. Os irmãos Costa têm a enfermidade chamada de Doença de Stargardt, que afeta a visão.

Os irmãos Kesley, de 30 anos, e Ketyla Teodoro, de 25, também possuem a deficiência visual provocada pela Doença de Stargardt. Corredores, os dois são do estado de Rondônia. Kesley começou a correr nas Paralimpíadas escolares, ao acompanhar a irmã caçula, que havia sido convocada para a competição na época. Não pararam mais. No Japão, Kesley ficou com a quarta posição nos 100 metros rasos. Ketyla compete nos 400 metros (até o fechamento da reportagem, a jovem ainda não havia feito sua estreia).

Paralimpíada também é lugar de mãe e filha: Jane Karla e Lethícia Rodrigues, respectivamente, são a prova disso. Aos 19 anos, Lethícia, que sofre de uma enfermidade que compromete sua movimentação (ainda não há um diagnóstico claro), se inspirou na mãe, que também foi atleta paralímpica do tênis de mesa. Já Jane, que teve poliomelite aos 3 anos, mudou de modalidade: representa o Brasil no tiro com arco desde 2014. Ela foi classificada para as finas do esporte em Tóquio.

Na natação, as irmãs gêmeas Beatriz e Débora Borges Carneiro foram classificadas para a seleção pela classe S14, para atletas com deficiência intelectual. As duas têm 23 anos e são de Maringá, no Paraná. Começaram a nadar no início da adolescência e a dedicação de ambas fez com que chegassem ao alto rendimento. Elas, que estreiam nestas Paralimpíadas, já conquistaram medalhas em mundiais e Jogos Pan-Americanos. Em Tóquio, Débora já subiu ao pódio ao ganhar a medalha de bronze na prova de revezamento 4 por 100.

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