'Paralisação só acaba com fim do PIS/Cofins', diz presidente de associação de caminhoneiros

(Paulo Lopes/Futura Press)

O presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou nesta quinta-feira, 24, que a paralisação dos caminhoneiros só vai acabar se o Senado aprovar o projeto que elimina a cobrança de PIS/Cofins até o final de 2018. De acordo com Lopes, o objetivo é garantir que a aprovação aconteça até as 14h de hoje, e a suspensão total da greve só acontecerá depois da sanção presidencial para a publicação da medida no Diário Oficial da União.

“Se na reunião de hoje, às 14h, o ministro Padilha e os ministros participantes anunciarem está aqui, o presidente assinou, aí o movimento é suspenso. Não é só do óleo diesel que tem que tirar PIS/Cofins. Tem que tirar dos combustíveis. É o que nós esperamos hoje”, afirmou, em entrevista à rádio CBN. O presidente da Abcam afirmou que o abastecimento do país deve voltar ao normal em pelo menos uma semana.

Diesel mais baixo

A Câmara dos Deputados aprovou na noite da última quarta-feira, 23, a proposta de eliminação de PIS/Cofins sobre o combustível, com o objetivo de reduzir o valor do litro do combustível. A Petrobras também anunciou uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias.

Segundo Fonseca, os caminhoneiros desejam ainda que a Petrobras elimine a política de reajuste de combustíveis atual, adotada no meio do ano passado. “Esses reajustes têm que ser feitos, no mínimo, em 60 dias. No máximo, em 90, para a gente se programar. O caminhoneiro sai do Rio Grande do Sul, abastece e paga R$ 5. Leva dois, três para chegar. No outro dia, paga R$ 5,30. No outro, R$ 5,50. Isso não pode acontecer. Tem que haver programação para que a gente não tenha prejuízo”, declara.