Parcelamento com Pix e pagamento por aproximação. Veja as novidades que o BC prepara para o sistema

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BRASÍLIA — Depois do lançamento do Pix Saque e do Pix Troco, que permitirão aos brasileiros sacar dinheiro vivo em lojas, padarias e mercados, o Banco Central (BC) já prepara mais novidades para o meio de pagamentos. Para 2022, constam na agenda do BC o lançamento do Pix Aproximação - que permitirá efetuar pagamentos ao aproximar o celular da maquininha de cartão -, o parcelamento de compras e o débito automático, pelo qual o usuário poderá pagar automaticamente contas de gás, luz e outras com o Pix.

Compras feitas com Pix sem necessidade de acesso à internet também devem entrar para a rotina dos brasileiros no ano que vem. O sistema funcioná como um cartão de pagamento. Está no radar ainda a possibilidade de fazer transferências internacionais.

Veja abaixo como vão funcionar as novas funcionalidades do Pix, o cronograma previsto e o que já é possível fazer com o sistema.

Assim como existe hoje com cartões de crédito, será possível fazer pagamento aproximando o celular da máquina de cartão, por exemplo.

O BC planeja lançarum "cartão Pix"que vai permitir a transferência offline. O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, já explicou que a forma mais segura para permitir os pagamentos sem conexão à internet será por meio de um cartão.

Sem dar muitos detalhes, ele disse que o usuário poderia transferir dinheiro para o cartão por meio de aproximação com o celular. O saldo iria para este cartão que poderia ser usado sem conexão. Depois que o usuário voltar a ter internet, ele poderia devolver esse saldo para sua conta.

Será possível colocar contas de luz e telefone para serem pagas automaticamente com Pix.

A nova funcionalidade vai permitir que o Pix seja usado também para parcelar compras. Hoje em dia, o Pix pode ser usado apenas com recursos que já estão na conta do pagador. O Pix Garantido será a primeira função de crédito da ferramenta.

O BC já conversa com Inglaterra e Itália para permitir transferências internacionais instantâneas por meio da ferramenta, mas o desenvolvimento ainda depende de algumas variáveis, como a modernização da legislação cambial e o avanço de outros países nos seus próprios sistemas de pagamento instantâneo.

É o uso mais comum para o Pix e já ultrapassou as ferramentas que estavam disponíveis anteriormente, como TED e DOC, em número de transações. Os últimos dados disponibilizados pelo BC, de outubro, mostram que 75% dos Pix feitos são de pessoa para pessoa.

As pessoas que costumam utilizar o Pix para transferências, também podem pagar por produtos e serviços com a ferramenta. Por meio de um QR Code ou a chave do Pix, é possível fazer uma transferência instantânea para o encanador, a padaria ou o guardador de carros em qualquer momento do dia. Atualmente esse tipo de transferência representa 16% do total.

Em agosto do ano passado, o BC e a Aneel assinaram um acordo para permitir que o Pix seja usado para pagar as contas de luz. Entre os pontos positivos, a possibilidade de pagar a conta em qualquer dia da semana agilizaria o religamento de energia em casos de inadimplência e a redução de custo operacional poderia reduzir as tarifas.

Atualmente, localidades atendidas pela CPFL e pela Neoenergia, por exemplo, já podem pagar as contas por Pix.

Antes mesmo do lançamento do Pix no ano passado, o BC já fechou um acordo com o Tesouro Nacional para permitir o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) com o Pix. Algumas taxas que devem ser pagas para a União, como multas eleitorais, já podem ser pagas dessa maneira.

Apesar de representar apenas 3% na quantidade de transações feitas em outubro, o volume de dinheiro movido entre empresas já representa 35% do total. São pagamentos de empresas para fornecedores de produtos e serviços. Muitas delas já aderiram ao Pix pela redução de custos.

Uma alternativa ao boleto, o Pix Cobrança permite pagamentos com vencimentos futuros, inclusive com previsão de juros, multas e descontos. No lugar do tradicional código de barras, a ferramenta utiliza um QR Code.

O Pix Saque funciona assim: o cliente faz um Pix para uma loja. A atendente, então, dará esse valor em dinheiro vivo ao consumidor, sem a necessidade que ele compre qualquer item.

O Banco Central estabeleceu um limite para o saque de R$ 500 para o período diurno e de R$ 100 das 20h às 6h. Os comércios poderão ofertar limites menores, caso considerem adequado.

No Pix Troco, a operação é semelhante. Mas o cliente faz uma compra com Pix, transferindo ao estabelecimento um valor maior que o preço do produto. A diferença entre o valor da mercadoria e o transferido é devolvida em dinheiro, como um troco.

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