Parceria Público-Privada investirá R$ 1,4 bi em melhorias na iluminação do Rio com lâmpadas de LED

Luã Marinatto e Luiz Ernesto Magalhães
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Subir até o fim a Rua Firmino do Amaral depois que o sol se põe é um risco que a corretora de imóveis Ângela Costa, de 56 anos, moradora do Condomínio Canto Alto, na Taquara, que fica no fim da via, corre todos os dias. Mal iluminado, o local é um convite a assaltos. Tudo por conta de um descaso escancarado pelos números do serviço 1746 da prefeitura do Rio, que no ano passado acumulou quase 78 mil reclamações, de lâmpadas apagadas a piscando. Muita queixa, pouco resultado. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que a rua de Ângela, por exemplo, esperou o reparo por quatro anos. O pedido, feito às 2h24 de 1º de janeiro de 2017, parece ter caído no esquecimento e, no início deste ano, constava lá na fila em aberto.

— A última visita foi há dois anos. Mas, depois que foram embora, a lâmpada apagou de novo — reclama Ângela, que mora no bairro há cerca de 20 anos e, junto com os vizinhos, depois de mais de 31 reclamações, instalou duas lâmpadas com fotocélulas sobre o portão do condomínio para amenizar a escuridão.

Para resolver de vez o drama da iluminação pública no Rio, tão deficiente que leva os cariocas a fazerem uma queixa a cada sete minutos, o município selou uma Parceria Público-Privada na gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella que começa a sair do papel. Após testes, o prefeito Eduardo Paes bateu o martelo sobre as áreas prioritárias no projeto de renovar 450 mil pontos de luz até 2022.