'Parece armação', diz irmã de policial morta sobre ida ao bar

Arquivo pessoal

A irmã da policial militar Juliane dos Santos Duarte, que desapareceu na comunidade de Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo, e foi encontrada morta dias depois, acredita que ela pode ter sido induzida a ir até o local, de onde foi levada por criminosos.

“Toda essa história ainda está muito confusa, parece armação. Parece que já queriam levar ela até esse bar, acredito que ela possa ter sido levada ao bar de propósito”, afirmou a pedagoga Fabiane, em entrevista ao R7.

Juliane foi levada de Paraisópolis por um bando com homens encapuzados e armados. A policial estava em seu primeiro dia de férias e foi à comunidade para visitar um casal de amigos, que a família nega conhecer. “Creio que deva ser um casal de infância, talvez da época em que ela andava de skate, mas não conhecemos”, diz a irmã.

Juliane estava num bar com um grupo de mulheres quando teria escutado alguém reclamar do sumiço de um celular. Neste momento, teria sacado sua arma, afirmando ser policial e exigindo que o aparelho fosse devolvido. A irmã diz acreditar nessa versão.

“Conhecendo minha irmã, acho provável que, em algum momento, mesmo que ela estivesse em situação de risco, ela possa ter sacado a arma e se identificado como polícia pelo amor que tinha à farda e para defender alguém (…) Infelizmente, ela errou duas vezes, por agir sozinha e por ter ido para lá”, disse.

corpo da policial foi encontrado no dia 6 de agosto, dias após o desaparecimento, no interior de um veículo Honda Civic, abandonado em uma rua de Jurubatuba, a 8,5 km de distância do local onde Juliane desapareceu.

A irmã destacou a alegria como uma das maiores características da PM. “A imagem que fica é de uma pessoa que viveu seus 27 anos intensamente. Ela fez tudo o que quis: foi feliz, alegre, dançou e festejou enquanto pode.” A polícia apura o caso.