Parentes de combatentes ucranianos de Azovstal pedem ajuda ao presidente chinês

Foto divulgada em 10 de maio de 2022 pelo batalhão Azov mostra combatente ucraniano ferido dentro da siderúrgica Azovstal, na cidade e Mariupol (AFP/Dmytro 'Orest' Kozatskyi) (Dmytro 'Orest' Kozatskyi)

Os parentes dos combatentes ucranianos bloqueados na siderúrgica Azovstal, o último local de resistência às forças russas no porto estratégico de Mariupol, fizeram um apelo neste sábado ao presidente chinês Xi Jinping e pediram ajuda para a retirada de todos do local.

"Há uma pessoa no mundo para a qual Putin teria dificuldade em dizer não. Confiamos que a China, forte e nobre, possa tomar decisões difíceis por uma boa causa", afirmou Natalia Zarytska, esposa de um combatente, em uma entrevista coletiva em Kiev.

"Pedimos a Sua Excelência, o presidente chinês Xi Jinping, a mostrar grande sabedoria oriental e a trabalhar para salvar os defensores de Mariupol", acrescentou, em uma sala com uma foto do líder chinês.

Citando mensagens enviadas por seu marido, ela afirmou que os russos estão adiando deliberadamente as coisas, para prolongar a "tortura" dos combatentes.

Quase 1.000 soldados ucranianos permanecem nas galerias subterrâneas da imensa siderúrgica.

Um dos comandantes afirmou que quase 600 estão feridos e são "alvos de todo tipo de armas disparadas por terra, ar e mar, inclusive proibidas. Não é guerra, é um massacre", disse a mesma fonte.

A China se negou até o momento a condenar a guerra.

Os familiares e alguns combatentes de Azovstal já pediram ajuda da Turquia, Estados Unidos e agora da China.

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