Parentes dos sete mortos no DF criam vaquinha para custear enterros e alertam para campanhas falsas

Diante da chacina contra sete pessoas de uma família do Distrito Federal, os parentes das vítimas divulgam uma campanha para custear os enterros. As doações são recebidas por meio do site Vakinha ou por meio de transferência para conta em nome de Nubia Cristina Belchior. A meta da campanha foi estipulada em R$ 50 mil.

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"Não temos condições de cobrir o velório, enterro e transporte de todos! Viemos pedir a ajuda de vocês, infelizmente isso aconteceu com a nossa família toda de uma vez, e por isso, precisamos da ajuda de vocês para podermos nos despedir deles da forma que merecem!", pedem os familiares.

Por meio de postagens, eles ainda alertam para as tentativas de golpe.

"Já tem pedidos falsos de Pix para esses fins. Os golpistas sempre aproveitando da desgraça das pessoas", diz uma publicação.

Até o momento, foram encontrados sete corpos, incluindo de três de crianças e a mãe delas: Elizamar da Silva, de 39 anos; Gabriel, de 7 anos; Rafael e Rafaela (gêmeos), de 6 anos. Outro já identificado é o de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, sogro de Elizamar e avô das crianças. Tudo indica que os demais corpos sejam de Renata Juliene Belchior, de 52 anos (mulher de Marcos Antônio), e de Gabriela Belchior de Oliveira, de 25 anos, filha deles. Uma perícia concluirá a identificação.

A polícia já sabe que Renata e Gabriela foram mantidas em cativeiro durante vários dias em Planaltina. Elas eram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de banco aos criminosos. Também tinham que fingir normalidade a amigos e parentes que ligavam.

Entre os três suspeitos presos pela chacina, o depoimento de Horácio Carlos Ferreira Barbosa, de 49 anos, chegou a direcionar a investigação a verificar se Marcos Antônio teria encomendado as mortes da própria família, em conluio com o filho Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, de 30 anos (marido de Elizamar e pai das três crianças). Agora, porém, a localização do corpo de Marcos Antônio amplia o mistério da autoria do crime. Thiago, por sua vez, segue desaparecido.

Os demais suspeitos presos são Gideon Batista de Menezes, de 55, e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos. O trio foi identificado e localizado pelos investigadores com ajuda de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Havia R$ 10 mil com eles.

Outras duas mulheres relacionadas ao caso (mãe e filha) foram identificadas como Claudia, que seria amante de Marcos Antônio, e Ana Beatriz. O paradeiro de ambas é desconhecido. Segundo Horácio, elas também estariam envolvidas na encomenda do crime, mediante um pagamento de R$ 100 mil.

Se essas três pessoas também forem encontradas mortas, o número de óbitos deste caso chegará a dez, conforme a família mencionou na postagem da vaquinha: "Como a maioria das pessoas sabe, nossa família foi vítima de uma chacina no DF. A imprensa está cobrindo todo o caso! São 10 pessoas mortas".

O caso

A polícia suspeita que o crime esteja ligado a R$ 400 mil obtidos pela mulher de Marcos Antônio e mãe de Thiago Gabriel, Renata Juliene Belchior, de 52 anos, com a venda de uma casa em Santa Maria (DF). E a R$ 100 mil de um empréstimo pedido pela mulher de Thiago e nora de Marcos, a cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos.

De 14 a 16 de janeiro, a polícia recebeu denúncias de desaparecimento de dez pessoas, todas da mesma família. Os denunciantes eram dois filhos de Elizamar, que foi assassinada: um rapaz de 24 anos e uma jovem de 18 anos, preocupados com o sumiço da mãe e os demais parentes.

Na versão de Horácio, o crime teria sido motivado pelas quantias de R$ 400 mil obtidos por Renata com a venda de uma casa em Santa Maria (DF) e de R$ 100 mil de um empréstimo pedido por Elizamar.

O caso segue em investigação.