Parentes de lutador morto em operação da PM vão se reunir com membros da Comissão de Direitos Humanos da Alerj

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Parentes do lutador de boxe e muay thai Vítor Reis de Amorim, de 19 anos, morto no último dia 29 de dezembro em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, após uma ação da Polícia Militar, serão recebidos por membros da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no começo da tarde desta sexta-feira (9). O Ministério Público do Estado (MPRJ) abriu uma investigação independente da Polícia Civil para apurar as circunstâncias da morte do jovem.

Na última terça, a 73ª DP (Neves) fez uma reprodução simulada no Morro da Jaqueira, no bairro Patronato, onde o jovem estava. Ontem, o delegado Leonardo Luís Macharet, que investiga o caso, disse que o disparo que atingiu a vítima partiu da arma de um PM do 7º BPM (São Gonçalo). No entanto, o laudo pericial não ficou pronto. Até agora, a Polícia Civil só tem a versão dos PMs.

De acordo com a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, “o objetivo do encontro, que terá participação da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Rio), é prestar amparo legal aos familiares e encaminhar o caso às instituições responsáveis”. A família do jovem acusa os PMs de terem atirado contra o lutador. A PM nega a acusação, diz que foi atacada e revidou.

— É preciso amparar os familiares em tragédias como essa, que se repetem incansavelmente em território fluminense, e amparar, no sentido mais amplo, significa também nossa necessidade de refletir e agir por uma política de segurança pública menos violenta e fatal em nosso estado. Precisamos nos manifestar como sociedade contra as investidas desordenadas das polícias e os tiros disparados por aqueles que deveriam nos proteger. O caso do Vitor pode nos servir de alerta, mas pode, fundamentalmente, ser o nosso exemplo para mudanças urgentes — destacou Dani Monteiro.

No começo da semana, o MPRJ informou que “a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo São Gonçalo instaurou Procedimento Investigatório Criminal (PIC), no qual realiza investigação independente da Polícia Civil sobre os fatos. Agentes do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP/MPRJ) já estiveram no local, com a finalidade de identificar eventuais testemunhas e fazer levantamento das câmeras de segurança para possível recolhimento de imagens que possam auxiliar na investigação. A Promotoria informa também que manteve contato com o pai da vítima e que toda prova produzida no inquérito policial também será analisada e aproveitada junto ao PIC instaurado”.

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