Paris aplicará mais restrições à noite para conter o coronavírus

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Nesta foto de 4 de novembro de 2020, clientes carregam caixas de pizza em um restaurante em Paris, depois que a França iniciou um segundo bloqueio com o objetivo de conter a propagação da pandemia de covid-19
Nesta foto de 4 de novembro de 2020, clientes carregam caixas de pizza em um restaurante em Paris, depois que a França iniciou um segundo bloqueio com o objetivo de conter a propagação da pandemia de covid-19

A prefeitura de Paris anunciou, nesta quinta-feira (5), novas restrições para conter a propagação da covid-19 na capital francesa, que incluem o fechamento de algumas lojas que vendem bebidas alcoólicas e restaurantes que oferecem comida para viagem a partir das 22h00.

Esses estabelecimento comerciais terão de fechar no novo horário "porque, em alguns casos, foram constatados abusos", explicou a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, referindo-se às "concentrações" de pessoas em frente a algumas lojas.

As novas restrições, que deverão ser aplicadas também nos subúrbios mais próximos de Paris, foram decididas na quarta-feira em coordenação com o chefe da Polícia da capital francesa, Didier Lallement, acrescentou Hidalgo em entrevista à rede BFM. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, decretou um novo confinamento a nível nacional na última sexta-feira, que obriga o fechamento de comércios considerados não essenciais.

No entanto, supermercados, lojas de bairro e lojas de bebidas alcoólicas podem seguir abertos e os restaurantes podem oferecer serviço de entrega para viagem. 

Anne Hidalgo disse que a situação em Paris e seus subúrbios é "muito preocupante". Na quarta-feira, a agência de saúde pública registrou mais de 40.500 novas infecções pelo coronavírus em 24 horas e 385 mortes em hospitais, um número que exclui mortes em lares para idosos.

Na capital e nos subúrbios próximos, "cerca de 1.000 pessoas estão atualmente em tratamento intensivo, após 4.000 no pico da epidemia na primavera (hemisfério norte), apontou a prefeita.

O número total de mortos na França aumentou para 38.674 desde março e mais de 4.000 pessoas estão atualmente em tratamento intensivo. 

Desde a última sexta-feira, os franceses podem sair de casa apenas para ir ao trabalho - se não for possível trabalhar em esquema de home office -, ir ao médico, fazer exercícios ao ar livre, deixar os filhos na escola ou fazer compras essenciais.

O anúncio de Hidalgo foi feito após a confusão provocada no início da semana pelo porta-voz do governo, Gabriel Attal, que anunciou um novo toque de recolher em Paris, além do confinamento, que mais tarde foi negado pelo gabinete do primeiro-ministro. 

A prefeita de Paris disse que as novas restrições não equivalem a um toque de recolher, uma vez que não afetam todos os estabelecimentos comerciais.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, deve dar uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, na qual poderá anunciar novas restrições.

meb/mar/mr