Paris entra em lockdown para conter aumento de casos de Covid

Benoit Van Overstraeten e Richard Lough
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Torre Eiffel em Paris

Por Benoit Van Overstraeten e Richard Lough

PARIS (Reuters) - A França impôs um lockdown de um mês em Paris e partes do norte do país depois que uma distribuição lenta de vacinas e a disseminação de variantes altamente contagiosas do coronavírus forçaram o presidente Emmanuel Macron a mudar de rumo.

Desde o final de janeiro, quando desafiou os apelos de cientistas e alguns de seu governo para decretar lockdown no país, Macron disse que faria de tudo para manter a segunda maior economia da zona do euro o mais aberta possível.

No entanto, ele ficou sem opções nesta semana, quando a França e outros países europeus suspenderam brevemente o uso da vacina da AstraZeneca .

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse que a França está sofrendo com uma terceira onda, com a variante detectada pela primeira vez no Reino Unido agora respondendo por cerca de 75% dos casos. As unidades de terapia intensiva estão sob forte pressão, principalmente em Paris, onde a taxa de incidência ultrapassa 400 infecções a cada 100.000 habitantes.

"A epidemia está piorando. Nossa responsabilidade agora é não deixá-la escapar do nosso controle", disse Castex em entrevista coletiva.

A França registrou 35.000 novos casos na quinta-feira e havia mais pacientes com Covid em terapia intensiva em Paris do que no pico da segunda onda.

Agora é a hora de ampliar as restrições, segundo Castex.

“Quatro semanas, o tempo necessário para que as medidas gerem um impacto suficiente. (É) o tempo que precisamos para atingir um limite na vacinação dos mais vulneráveis.”