Parlacen pede apoio para o Haiti, mergulhado em uma crise política e humanitária

·2 min de leitura
Homem limpa uma carne para cozinhar perto de uma vala com água contaminada por lixo em Porto Príncipe, capital do Haiti, 29 de outubro de 2021 (AFP/Ricardo ARDUENGO)

O Parlamento Centro-americano (Parlacen) exortou neste sábado (20) os países da região e a ONU a apoiarem o Haiti diante da crise política, humanitária e migratória no país, após o assassinato do presidente Jovenal Möise em julho passado.

O fórum político regional, sediado na Guatemala, pediu a este país, que ocupa a presidência temporária da organização, que gerencie junto aos Estados do Sistema de Integração (Sica) "posições comuns com vistas a concretizar ações regionais e hemisféricas que deem ajuda humanitária e alimentar para socorrer a população haitiana".

Além disso, pediu para instar a ONU e os organismos internacionais e de integração latino-americanos a "analisar a crise social, econômica, política e de segurança" que o Haiti sofre a fim de concretizar ações coordenadas com as autoridades haitianas "orientadas à reconstrução nacional deste país", acrescentou o pronunciamento.

Em 7 de julho, Möise foi assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas, aumentando "a violência e aprofundando a ingovernabilidade" e a "crise humanitária" no Haiti, propiciando um "êxodo de habitantes", em especial para os Estados Unidos.

Também pedem para recomendar à Comissão de Autoridades Migratórias dos países-membros do Sica concertar medidas regionais para responder ao fenômeno migratório haitiano.

Milhares de migrantes, principalmente haitianos, entram na América do Sul para depois seguir para o norte rumo aos Estados Unidos em uma travessia perigosa que inclui a floresta panamenha de Daríen.

Por esta mata virgem, de 575.000 hectares, passaram em 2021 mais de 91.000 migrantes, segundo a Migração do Panamá, um número equivalente ao total dos cinco anos anteriores.

O Parlacen, cujas resoluções não são vinculantes e funciona desde 1991, é integrado por deputados de El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana. A Costa Rica é o único país da região que não faz parte do fórum.

Além disso, o Parlacen tem como observadores representantes de México, Marrocos, Porto Rico, Taiwan e Venezuela.

ec/yow/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos