Parlamentares democratas iniciam nova ofensiva para impeachment de Trump

Susan Cornwell e Doina Chiacu
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Por Susan Cornwell e Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - Os democratas do Congresso iniciaram uma nova ofensiva nesta segunda-feira para destituir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao apresentar um artigo de impeachment acusando-o de incitar a revolta que resultou num violento ataque ao Capitólio na semana passada.

A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, deve tratar do assunto já na quarta-feira. A aprovação faria de Trump, um republicano, o único presidente na história dos Estados Unidos a sofrer o impeachment na Casa Legislativa duas vezes.

Milhares de apoiadores de Trump invadiram o Capitólio na semana passada, forçando os parlamentares que estavam certificando a vitória eleitoral do democrata Joe Biden a se esconderem em um ataque terrível ao coração da democracia norte-americana que deixou cinco mortos.

A violência ocorreu depois que Trump pediu aos apoiadores que marchassem até o Capitólio durante um comício no qual ele repetiu falsas alegações de que sua retumbante derrota na eleição de 3 de novembro foi ilegítima. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, muitos de seus colegas democratas e alguns republicanos dizem que o presidente republicano não é confiável para cumprir seu mandato até o final, em 20 de janeiro.

"Ao proteger nossa Constituição e nossa democracia, agiremos com urgência, porque este presidente representa uma ameaça iminente para ambas", escreveu Pelosi aos democratas da Câmara no domingo.

Previamente, os republicanos bloquearam um esforço para considerar imediatamente uma resolução pedindo ao vice-presidente Mike Pence que invocasse a 25ª Emenda da Constituição dos EUA para remover um presidente incapaz, o que jamais foi utilizado.

"A Câmara dos Deputados dos EUA nunca deve adotar uma resolução que exija a destituição de um presidente devidamente eleito, sem quaisquer audiências, debate ou votos registrados", disse o deputado republicano Alex Mooney, que levantou a objeção.

A Câmara ainda pode votar na terça-feira a resolução pedindo o uso da 25ª Emenda, que permite ao vice-presidente e ao gabinete destituir um presidente incapaz de cumprir suas obrigações.

Pence e seus correligionários republicanos têm mostrado pouco interesse em invocar a emenda.