Parlamentares pró-democracia de Hong Kong ameaçam com renúncia coletiva

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Legisladores pró-democracia participam de entrevista coletiva na sede do governo em Hong Kong em 9 de novembro de 2020
Legisladores pró-democracia participam de entrevista coletiva na sede do governo em Hong Kong em 9 de novembro de 2020

Os parlamentares pró-democracia de Hong Kong ameaçaram renunciar em bloco nesta segunda-feira se Pequim desqualificasse quatro dos seus por violarem a Lei Básica da ex-colônia britânica. 

Os 20 deputados fizeram esta ameaça em uma reunião de um dos principais órgãos legislativos chineses que, segundo a imprensa de Hong Kong, pretende desqualificar quatro deputados, alegando que estes violaram o seu juramento ao perturbar o Parlamento.

"O que o governo central está tentando fazer com os representantes do povo em Hong Kong é totalmente ridículo", disse Wu Chi-wai, chefe do Partido Democrata, durante uma entrevista coletiva. 

O líder de Hong Kong é eleito por comitês pró-Pequim, mas metade dos 70 assentos no Parlamento em sua legislatura estão sujeitos a eleições diretas, dando aos 7,5 milhões de habitantes do território semiautônomo uma oportunidade única de fazer ouvir suas vozes nas urnas. 

A incapacidade dos cidadãos de Hong Kong de eleger seus líderes e todos os seus parlamentares está no centro da crescente oposição ao regime de Pequim e é a força motriz por trás das gigantescas, muitas vezes violentas, manifestações pela democracia que eclodiram no ano passado. 

O campo pró-democracia em Hong Kong está sob ataque contínuo desde que Pequim impôs uma polêmica lei de segurança nacional em resposta aos protestos, e sofreu desqualificações políticas e prisões por meio de postagens nas redes sociais. Alguns de seus ativistas tiveram que fugir para o exterior.

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