Parlamentares pressionam pela saída de Ernesto Araújo e Collor pode ser substituto

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Brazilian Foreign Minister Ernesto Araujo offers a press conference at Itamaraty Palace in Brasilia on March 2, 2021. - Araujo discussed the possibility that members of the South American Mercosur bloc -Brazil, Argentina, Paraguay and Uruguay- sign individual deals outside the regional trade bloc, among referring to other issues. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ernesto Araújo tem relações conflituosas com China e Estados Unidos, o que prejudica colaboração internacional no combate ao coronavírus (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Parlamentares querem saída de Ernesto Araújo

  • Chanceler poderia ser substituído por Antonio Anastasia ou Fernando Collor

  • Relações ruins com a China são motivo relevante para pressão contra Araújo

Depois de conseguirem a saída do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, membros da cúpula do Congresso têm o próximo alvo: Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores. A informação foi revelada pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.

A ideia é que o Brasil consiga melhorar as relações com os Estados Unidos, agora sob o comando do democrata Joe Biden, e também com a China. Dessa forma, o governo brasileiro conseguiria acelerar as negociações por vacinas e outros insumos necessários durante a crise do coronavírus.

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De acordo com Sadi, os parlamentarem já haviam apresentado a demanda ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) há algumas semanas. Nesta, voltaram a fazer pressão. Militares e políticos envolvidos no governo estão de acordo com a saída de Araújo.

Dois nomes estão em pauta para substituir o chanceler: Antonio Anastasia (PSD-MG), ex-governador de Minas Gerais e atualmente senador, e o ex-presidente e senador Fernando Collor.

A relação de Ernesto Araújo, e consequentemente do Brasil, com a China se deteriorou durante a crise do coronavírus, com ofensas proferidas contra o país. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), assumiram o papel de dialogar com a embaixada chinesa e também com o parlamento norte-americano.

Segundo Andréia Sadi, depois das saídas de Pazuello e Araújo, a cúpula quer pressionar Bolsonaro por uma reforma ministerial mais ampla, tirando ministros da chamada “ala ideológica”, como Milton Ribeiro, da Educação, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente.