Parlamentares querem reunião com Rodrigo Maia para tratar da reforma administrativa

Camilla Pontes

A Frente Parlamentar Mista do Serviço Público realizou, nesta quarta-feira (dia 12), um ato no Congresso Nacional no qual entidades de classe reafirmaram a paralisação dos servidores públicos, prevista para o dia 18 de março, como uma forma de protesto à agenda do governo federal da reforma administrativa e as Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que fazem parte do 'Plano Mais Brasil' e já tramitam no Congresso.

Duas dessas PECs preveem, entre outros pontos, o corte de 25% da jornada e dos salários de servidores como uma forma de ajuste fiscal.

O grupo quer uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para discutir pontos da reforma administra, mesmo sem a consolidação do texto final que o governo federal vai apresentar ao Legislativo.

— Queremos que ele nos diga o que vai constar no texto de fato. A partir disso, vamos tirar apontamentos, como as emendas. No dia 18, os parlamentares vão prestar solidariedade aos servidores porque já há um esvaziamento da administração pública como um todo, o exemplo é a crise da Seguridade Social, como INSS, os hospitais. E a intenção do governo é de esvaziar mais ainda — comentou a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), uma das coordenadoras do colegiado.

Os partipantes do ato também repercutiram a crítica do ministro da Economia, Paulo Guedes, que na última sexta-feira comparou servidores públicos a "parasitas".

Presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) repudiou a fala de Guedes. “Não tem contexto que justifique uma fala dessas. E nesse desmonte que eles estão, eles só vão ouvir as vozes das ruas. Precisamos nos unir para este governo não saia vitorioso em 2020, nem em 2022”, destacou.

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