Parte da obra de Mestre Valentim, grande artista do período colonial, ainda pouco estudado, desapareceu ou está em risco

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Ele deixou sua marca na História do Rio, só que, mais de dois séculos após sua morte, Mestre Valentim ainda aguarda o devido reconhecimento. Artista multifacetado, Valentim da Fonseca e Silva, nascido na Vila de Serro Frio, zona de diamantes em Minas Gerais, era arquiteto, paisagista, escultor, entalhador e marceneiro de móveis e molduras. Ele ainda era desenhista e projetava objetos, como os dois lampadários de prata da Igreja do Mosteiro de São Bento. Ao longo do tempo, algumas obras desse grande gênio do período colonial, que, nunca ganhou oficialmente o título de mestre pela sua cor (ele era visto como “mulato”), se perderam ou foram esquecidas.

Valentim, que teria vivido entre 1744 e 1813, ainda está longe de receber as atenções dispensadas a Aleijadinho, seu contemporâneo em Minas, mesmo com obras tombadas. Artista de transição, seu estilo é de um barroco tardio, que dialoga com o rococó e o neoclássico. Autor de belas fontes, foi ele quem deu forma às primeiras peças de ferro fundido no país. Aliás, as pioneiras sãs as esculturas de Eco e Narciso, originais do Chafariz das Marrecas (destruído), que estão no Jardim Botânico.

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