Parte de SP fica fora da fase vermelha até dia 1º; veja o que pode funcionar

DHIEGO MAIA
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SÃO PAULO, SP, 28/12/2020: COMÉRCIO-SP - Movimentação na Rua 25 de Março, zona central de São Paulo, por volta das 9 horas desta segunda-feira. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 28/12/2020: COMÉRCIO-SP - Movimentação na Rua 25 de Março, zona central de São Paulo, por volta das 9 horas desta segunda-feira. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Parte do estado de São Paulo retornou à fase amarela da quarentena realizada em função da pandemia de Covid-19 nesta segunda-feira (28), primeiro dia útil após o Natal.

Na fase amarela, a intermediária entre as cinco, o comércio de rua pode funcionar, por exemplo. Desde as primeiras horas do dia, lojas da rua 25 de Março, reduto do comércio popular da região central da capital paulista, já estavam abertas. Muitas pessoas também circularam pelo local.

Parques, clubes sociais, restaurantes, bares e salões de beleza também poderão voltar às atividades, desde que implementem protocolos de higiene e distanciamento social.

O estado regrediu à fase vermelha, a mais restritiva do plano de contenção da pandemia, entre os dias 25 e 27 (Natal). A mesma medida voltará a valer nos dias 1, 2 e 3 de janeiro (Ano Novo).

A mudança de fase foi imposta pelo governo Doria (PSDB) por temer um descontrole da pandemia após as festas de fim de ano, já que nas últimas semanas, São Paulo registrou um crescimento de 54% no número de casos e de 34% no número de óbitos.

Na fase vermelha, podem funcionar apenas as atividades consideradas essenciais, como os serviços de saúde e supermercados. A região de Presidente Prudente é a única do estado que continuará extraordinariamente na fase vermelha -medida que passou a valer por lá desde o dia 22.

Em Presidente Prudente, as medidas de contenção da pandemia seguirão rígidas devido ao aumento de óbitos e casos de Covid-19 superior à estrutura de atendimento da região.

Por lá, a taxa de ocupação de leitos atingiu 83,1%. Mas nem por isso, a cidade vem respeitando as medidas impostas pelo governo.

Reportagem da Folha mostrou que uma fiscalização realizada pela prefeitura encontrou ao menos 20 estabelecimentos abertos neste último sábado (26), entre lojas, restaurantes e bares.

Veja o que fecha na fase vermelha

Shopping centers galerias e estabelecimentos congêneres Comércio Serviços em geral Bares, restaurantes e similares Salões de beleza e barbearias Academias e centros de ginástica Eventos, convenções e atividades culturais, como cinemas e teatros Concessionárias Seguem funcionando, mediante protocolos de higiene e distanciamento

atividades religiosas, como missas e cultos supermercados, padarias e açougues serviços de saúde, inclusive farmácias e clínicas, além de hospitais Transportadoras, oficinas de automóveis e motos, postos de gasolina Serviços de transporte público Bancos Pet shops Além de Presidente Prudente, outras regiões do estado preocupam o governo, como um grupo de 19 cidades que não seguiram as regras da fase vermelha no Natal e atraíram, inclusive, muitos turistas.

Estão nesse grupo as litorâneas Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Ilhabela.

Constam ainda na lista as cidades de Mogi das Cruzes e Cotia, na região metropolitana; e as do interior: Bauru, Olímpia, Catanduva e Socorro.

A Folha mostrou que as prais da Baixada Santista ficaram apinhadas de gente neste último final de semana, sem distanciamento social entre os banhistas e uso minoritário de máscaras.

Segundo o governo Doria, os nomes das 19 cidades que descumpriram as medidas da fase vermelha foram enviados ao Ministério Público. O grupo dissidente de cidades poderá sofrer sanções na Justiça, informou o governo Doria.

Além das medidas excepcionais do final do ano, o estado de São Paulo já se encontrava na fase amarela desde o dia 30 de novembro, após ter passado 45 dias na fase verde, que permite o funcionamento de todas as atividades desde que cumpridos os protocolos de higiene, distanciamento social e pequena restrição de horários.