Partida entre Sparta Praga e Mônaco interrompida por reclamações de gritos racistas

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Logo da Liga dos Campeões, organizada pela Uefa

A primeira partida da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, entre o Sparta Praga e o AS Mônaco, foi interrompida por três minutos após uma reclamação de jogadores monegascos, que se disseram vítimas de gritos racistas do público.

Depois de abrir o placar com um gol de cabeça após um escanteio (37 minutos), o meia francês Aurelien Tchouameni reclamou para seu técnico, Niko Kovac, e depois para o árbitro inglês da partida, Mickael Oliver, de gritos racistas durante a comemoração de seu gol.

Os gritos vinham das arquibancadas da Arena Generali.

Após alguns minutos de conversa, o jogo foi reiniciado, mas os jogadores do Mônaco não ficaram satisfeitos com a situação.

De acordo com o protocolo da Uefa, o árbitro da partida levou em consideração o protesto de Tchouaméni e do seu capitão, Wissam Ben Yedder. Ele então pediu ao 'speaker' do estádio para lembrar ao público que, no caso de um novo incidente, a partida poderia ser encerrada.

“Não ao racismo. Em caso de comportamento racista repetido, a partida pode terminar mais cedo. Apoiem o Sparta através do 'fair play'”, apelou a mensagem em uma tela gigante antes do reinício da partida.

A equipe da Ligue 1 francesa acabou vencendo por 2 a 0 em Praga.

"Vencemos este jogo, mas o mais importante aconteceu logo após o nosso primeiro gol. E também no final do jogo! Estamos todos muito tristes e enojados que isso continue a acontecer no século 21", disse Kovac no fim da disputa.

"Vencemos o jogo, mas também vencemos o racismo. É a mensagem mais importante da noite", acrescentou.

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