Partido de Bolsonaro avalia mudar estratégia jurídica após ação do PT contra convenção

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, avalia internamente mudar a estratégia jurídica que vem sendo adotada até aqui no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Aliados do presidente avaliam que é preciso adotar uma postura mais combativa e midiática para fazer frente às sucessivas ações apresentadas pelo PT e Lula, o maior adversário do mandatário na corrida pelo Palácio do Planalto.

Dobradinha: Simone Tebet e Eliziane Gama podem formar primeira chapa feminina do Brasil

Esqueçam o que eu disse: Candidato à reeleição, Alcolumbre barra na Justiça vídeo com críticas ao apagão no Amapá

Dentro do PL, a percepção é a de que o partido só “apanha” na arena eleitoral, enquanto o PT tem uma estratégia de comunicação mais agressiva e pirotécnica, sabendo usar as ações para ganhar espaço na mídia e nas redes sociais – independentemente do desfecho dos processos.

Conforme antecipou a coluna, o PT e a federação formada entre a legenda, o PCdoB e o PV acionaram nesta segunda-feira (25) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades na convenção que consagrou Jair Bolsonaro candidato à reeleição no último domingo.

Arena eleitoral: PT decide acionar TSE contra Bolsonaro e PL por irregularidades em convenção

As siglas veem propaganda eleitoral vedada no evento e desinformação no discurso do presidente aos apoiadores.

“Apanhamos, nos defendemos, e aí? Pau que bate em Chico não bate em Francisco?”, questiona um interlocutor de Bolsonaro.

Parceria histórica: Como o TSE vai dividir os R$ 110,6 milhões destinados à atuação de militares na eleição

Ataque às urnas: Decisão de Fachin sobre reunião com embaixadores frustra PT e expõe diferença com Moraes

Para integrantes da campanha de Bolsonaro, o PL precisa seguir a fórmula do PT: usar as ações judiciais como arma política na guerra da comunicação.

Até agora, o PT e aliados já entraram com ao menos 23 ações no TSE, contestando motociatas de Bolsonaro e outdoors espalhados pelo país com mensagens de apoio ao presidente – e cartazes com ofensas a Lula.

Bastidores: STF vê bravata e estratégia eleitoreira em ataques de Bolsonaro durante convenção

É um número muito superior às três ações movidas pelo PL no TSE. O partido de Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral contra manifestações políticas de artistas no Lollapalooza, mas acabou desistindo da ação após a péssima repercussão do caso.

O PL também entrou com ações contra o show de Daniela Mercury num evento da CUT e um evento do PSOL que oficializou o apoio da legenda à candidatura de Lula – nesse último caso, o processo já foi arquivado.

Conforme revelou O GLOBO, o TSE só atendeu até agora 10% das ações por propaganda antecipada de presidenciáveis neste ano.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos