Partido de Bolsonaro promete expulsar filiados que estiveram em ato golpista

Lideranças do PL foram identificadas entre vândalos que depredaram prédios públicos

Integrantes do partido de Bolsonaro que invadiram prédios serão expulsos, diz liderança (Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images)
Integrantes do partido de Bolsonaro que invadiram prédios serão expulsos, diz liderança (Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Líder do partido de Jair Bolsonaro prometeu expulsar filiados que estiveram em ataque terrorista

  • Diversas lideranças do PL foram identificadas entre vândalos que depredaram prédios públicos

  • Altineu Côrtes defendeu a "expulsão sumária" destas pessoas

Líder do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Altineu Côrtes prometeu expulsar todos os filiados que estiveram na invasão golpista em Brasília no último domingo (8).

Em entrevista à coluna de Bela Megale no jornal O Globo, Côrtes defendeu a "expulsão sumária" de qualquer pessoa ligada ao partido que tenha participado da invasão dos prédios públicos o do planejamento do ataque terrorista.

"Se qualquer filiado ao PL cometeu esses crimes, precisa ser sumariamente expulso do partido. Fora da democracia o que se instaura é o caos", declarou.

Diversos políticos filiados ao PL foram identificados por meio de vídeos e fotos nos atos de vandalismo de domingo. Entre eles, lideranças do partido em Monte Azul e Montes Claros, em Minas Gerais, e Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro.

Entenda o ocorrido:

Milhares de manifestantes golpistas, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiram prédios públicos em Brasília na tarde do último domingo (8).

Sedes de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Palácio do Planalto e Congresso Nacional foram depredados pelos vândalos em um ataque sem precedentes à democracia.

Foram registrados alguns confrontos com a polícia, mas a atuação da corporação, no geral, foi bastante criticada por se mostrar conivente com os atos de vandalismo dos manifestantes.

Por volta das 17 horas, seguranças conseguiram retomar o prédio do STF e expulsar os invasores, que, no entanto, seguiram nas proximidades da Praça dos Três Poderes.

Somente durante a noite os prédios públicos foram totalmente retomados pelas forças policiais. Congressistas tiveram acesso aos locais e divulgaram vídeos com o estrago feito pela depredação dos golpistas.

Até o fim da noite de domingo, cerca de 300 pessoas haviam sido presas pelos atos de vandalismo.

Consequências políticas

Diante do ocorrido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento em Araraquara, no interior de São Paulo, em que determinou a intervenção federal na área de Segurança Pública do Distrito Federal até 31 de janeiro.

O secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, foi exonerado do cargo pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que, por sua vez, teve o afastamento do cargo determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, em decreto válido por 90 dias.

Em vídeo, Ibaneis desculpou-se com Lula, a presidente do STF, Rosa Weber, e os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (PSD). "São verdadeiros vândalos. Verdadeiros terroristas que terão de mim todo o efetivo combate para que sejam punidos."