Partido de Ortega é favorito nas eleições na Nicarágua, segundo pesquisa

·2 minuto de leitura
Foto divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência da Nicarágua mostra o presidente Daniel Ortega durante o 41º aniversário da Revolução Sandinista, realizada em Manágua, em 19 de julho de 2020

A Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) do presidente Daniel Ortega lidera as preferências dos nicaraguenses em meio a uma oposição dispersa, a 10 meses das eleições, revelou uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (3).

A firma costarriquenha Cid Gallup divulgou o estudo realizado entre 10 e 25 de janeiro, que revela que 25% dos consultados manifestaram preferência pela FSLN, 13% por outras opções políticas e 62% não têm simpatia por nenhuma.

Com uma amostra de 1.200 pessoas com mais de 16 anos (idade mínima para votar na Nicarágua) consultadas por celular, a pesquisa tem margem de erro de 2,3 pontos e nível de confiança de 95%.

A Nicarágua, com 6,5 milhões de habitantes, realizará eleições nacionais em 7 de novembro para um período de cinco anos a partir de janeiro de 2022.

Apesar da maioria da população não expressar preferências partidárias, 65% declaram que é "provável" ou "pouco provável" que vá votar nas eleições, constatou o estudo.

O partido de esquerda FSLN está no poder desde 2007 e seus adversários não descartaram que seu próximo candidato será o atual presidente de 74 anos, buscando a reeleição para um quarto mandato consecutivo.

Ortega foi reeleito pela terceira vez consecutiva em 2016 com 72,1% dos votos, em uma eleição denunciada como fraude pela oposição.

A Cid Gallup também perguntou aos eleitores sobre figuras opositoras com potencial para angariar apoio nas eleições: a jornalista Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Chamorro (1990-1997) que não pertence a nenhum grupo político, lidera essa lista com 13% das preferências.

A oposição ainda não definiu se formará um bloco único para concorrer nas eleições.

Sobre o desempenho de Ortega à frente do governo, os pesquisadores descobriram que 42% classificam sua gestão como muito ruim ou ruim, contra 35% que a classificam como muito boa ou boa.

jr/yow/ic/mvv