Partidos com candidatos à Presidência devem vetar apoio de deputados a Bolsonaro

Marcella Fernandes
Bolsonaro deixa o PSC e se flia ao PSL nesta quarta-feira (7).

Uma das apostas da campanha presidencial de Jair Bolsonaro pode ser barrada nos próximos dias. Com a consolidação de outras pré-candidaturas e coligações, o comando das legendas deve limitar o apoio de parlamentares ao presidenciável. Bolsonaro deixa o PSC e se filia ao PSL nesta quarta-feira (7). Deve levar com ele cerca de 10 deputados, mas outros aliados continuarão nas legendas atuais por questões eleitorais.

É o caso, por exemplo, de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e do Capitão Augusto (PR-SP). "Não vou sair do DEM. Avisei em dezembro que apoiaria Bolsonaro", afirmou Lorenzoni ao HuffPost Brasil. O partido, contudo, deve lançar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como pré-candidato ao Planalto nesta quinta-feira (8), na convenção da sigla.

Para o atual presidente da legenda, senador Agripino Maia (DEM-RN), a pretensão da candidatura de Maia é legítima e será cobrado apoio entre os correligionários. "Não tem sentido membros do partido apoiarem outros candidatos, até pela história de coerência e de tradição do Democratas", afirmou ao HuffPost Brasil.

Se o DEM tem candidato próprio, o PR, do Capitão Augusto, por sua vez, deve apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso sua candidatura seja autorizada pela Justiça Eleitoral. Se isso não acontecer, o partido analisa se aliar ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Pré-candidatura de Rodrigo Maia ao Palácio do Planalto pode prejudicar apoio de Bolsonaro em partidos fora do PSL.

Bolsonaro aumenta poder do PSL

Tanto o DEM quanto o PR contam com bancadas significativas no Congresso, o que tem impacto na distribuição do fundo partidário, do fundo eleitoral e do tempo de rádio e televisão para propaganda. Atualmente, o DEM tem 33 deputados federais e o PR, 37.

De acordo com o deputado Delegado Waldir (PR-GO), no PR ele teria entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões para campanha à reeleição. Mesmo assim, ele resolveu migrar para o PSL para reforçar o palanque de Bolsonaro. "Vou pelo patriotismo, pela defesa da família", afirmou ao HuffPost Brasil....

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