Partidos contrários ao voto impresso trocam deputados na comissão especial

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BRASÍLIA — Partidos que se manifestaram contra a adoção do voto impresso no país, numa reunião virtual no último final de semana, começaram a trocar seus deputados favoráveis a esse sistema e que integram a comissão especial da Câmara. Somente nesta quinta, já foram registradas onze movimentações na composição desse colegiado, que, até ontem, tinha maioria para aprovar o relatório de Filipe Barros (PSL-PR), favorável ao voto impresso a partir das eleições de 2022. Esses deputados foram substituídos por outros que são contra o voto impresso.

O PL, de Valdemar da Costa Netto, fez três alterações na comissão. Como titular, saiu o deputado Giacobo (PL-PR) e entrou no seu lugar Júnior Mano (PL-CE). O substituído é a favor do voto impresso.

— Sou a favor, sim, e fui substituído por isso. Foi uma decisão do meu partido. Preciso nem comentar — disse Giacobo ao GLOBO.

O PSD, também contra o voto impresso, fez alterações. Ou, nem precisou. O deputado Darci de Matos (PSD-SC), que era 3º vice-presidente da comissão, sentiu-se pressionado com a posição do comando de sua legenda, e renunciou a vaga. Ele é favorável ao voto impresso.

— Pedi para sair da comissão, depois que vi posição de meu partido. Para não constranger ninguém — disse Mattos. Charles Fernandes (PSD-BA), que é contrário ao relatório do deputado bolsonarista, virou titular e terá direito ao voto na comissão.

Titular até ontem na comissão, Paula Belmonte (Cidadania-DF), que ocupava uma vaga de titular cedida pelo PV, foi surpreendida ontem, no plenário da Câmara, pelo comunicado desse partido que se tornaria suplente na comissão. Em seu lugar, o PV indicou o Professor Israel Batista (PV-DF), que saiu da suplência para ser titular.

Belmonte criticou o comportamento dos dirigentes partidários que se posicionaram contra o voto impresso mesmo sem conhecer o parecer do relator.

— Não entendo essa resistência dos partidos a algo que é mais moderno e mais transparente. O relator propõe a adoção de urnas de terceira geração. Há muita confusão e desconhecimento das pessoas. Não está previsto que o voto será impresso e ficará na mão do eleitor. É para ser conferido na hora do voto. É antidemocrático se posicionar sem antes conhecer — disse Paula Belmonte.

O Solidariedade, de Paulinho Pereira, contra o voto impresso, também fez mudanças. Bosco Saraiva (Solidariedade-AM) virou titular. Ele é contra a adoção desse sistema no país.

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