Partidos de esquerda buscam adesão de DEM, MDB, PSDB e PSD para atos anti-Bolsonaro

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BRASÍLIA — Uma reunião que contou com a participação de dirigentes de nove partidos de esquerda e centro-esquerda, nesta quarta-feira, definiu dois novos atos nacionais contra o presidente Jair Bolsonaro. Ao fim do encontro, o presidente do PDT, Carlos Lupi; do PT, Gleisi Hoffmann; e do PSB, Carlos Siqueira, afirmaram que buscarão a adesão de partidos de centro e centro-direita, como DEM, MDB e PSDB e PSD, nas manifestações. Desde o começo da pandemia, foi a primeira vez que os presidentes desses nove partidos se reuniram presencialmente.

— Estamos organizando um time para cuidar da propaganda, da publicidade, da marca dessas manifestações. O objetivo é colocar o verde e amarelo da bandeira brasileira em seu lugar. Atualmente, as nossas cores estão sendo usadas indevidamente — disse Lupi, que minimizou a baixa adesão de atos contra o governo na semana passada.

— Acho que aquele movimento foi feito pela sociedade organizada, o MBL, outros grupos. Nosso engajamento não foi grande para convocar. A tendência dos atos futuros é ser bem maior. Temos que ir para a sociedade, ir para a periferia, falar do custo de vida, falar do desemprego, crise energética, preço do gás, da gasolina — afirmou.

Ele se disse otimista para ter a presença de PSDB, MDB, DEM e PSD nos atos, mas afirmou que "cada partido tem seu tempo e processo interno de consulta".

A reunião, que contou com a participação de deputados como Marcelo Freixo (PSB-RJ), líder da minoria, e Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição, selou a data para os dois novos atos: 2 de outubro e 15 de novembro.

— Vamos fazer atos nacionais em todo o Brasil e um ato com a presença de todas as lideranças nacionais em São Paulo. São atos contra Bolsonaro e, também, em defesa da democracia. As fundações dos noves partidos vão preparar um documento, um manifesto, abordando aquilo que de fato é importantíssimo neste momento: a luta por emprego, renda e contra a carestia — disse Gleisi Hoffmann.

— Foi combinado hoje que o ato do dia 2 de outubro será o mais amplo possível, com entidades da sociedade civil, entidades sindicais e populares e partidos que vão do PSOL a legendas de centro-direita. O mote dos atos é "Fora, Bolsonaro. Impeachment já" — afirmou Siqueira.

A reunião dos nove partidos, que durou uma hora e meia, ocorreu em uma sala no corredor das comissões da Câmara dos Deputados. Quando os presidentes dos partidos começaram a discursas, a imprensa foi retirada do local pela assessoria do PDT, que afirmou que, por consenso dos dirigentes dos nove partidos, o encontro seria fechado. Um policial legislativo foi colocado na entrada do plenário para evitar a entrada de jornalistas e pessoas não autorizadas. A reunião durou uma hora e meia.

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