Partidos de oposição anunciam apoio ao bloco de Maia para eleição ao comando da Câmara

DANIELLE BRANT E THIAGO RESENDE
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*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF,  07.12.2020 - O presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante entrevista coletiva ao chegar na câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASILIA, DF, 07.12.2020 - O presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) durante entrevista coletiva ao chegar na câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta sexta-feira (18) que partidos de esquerda aderiram ao seu bloco que lançará um candidato à sucessão no comando da Casa.

Na semana passada, o grupo político de Maia já reunia seis partidos (PSL, MDB, PSDB, DEM, Cidadania e PV), que somam 159 deputados.

Nesta sexta, PT, PSB PDT, PC do B e Rede se uniram ao bloco, que passa a ter mais de 280 deputados.

O anúncio foi feito por Maia ao lado dos principais postulantes a candidato do bloco: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP).

Há, no entanto, dissidências. A ala do PSL mais ligada ao governo, por exemplo, deve votar em Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão e candidato preferido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Também há divergências dentro da esquerda. Uma parte da bancada do PSB, por exemplo, quer votar em Lira.

No anúncio, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que, apesar de aderir ao bloco, o partido tentará construir apoio para que o candidato do bloco seja das siglas de esquerda.

Aliados de Maia não conseguiam um consenso sobre quem deveria ser o adversário de Lira, que lançou a candidatura na quarta (9). Maia se dedicou nos últimos dias a articular com a oposição a Bolsonaro.

O PSOL não quis se unir ao grupo. A sigla tem a intenção de lançar um candidato próprio. Em caso de segundo turno, a campanha de Maia espera conseguir o apoio do PSOL.

O voto é secreto. Por isso, a adesão de partidos a blocos não significa a garantia de votos. São necessários 257 do total de 513 para eleger quem comandará os deputados pelos próximos dois anos.

Maia tentou atrair ainda o Republicanos, que tem 31 deputados, mas o partido decidiu apoiar a candidatura de Lira.