Passada a febre, patinetes elétricos viram obstáculos nas ruas

Mariana Teixeira
Patinetes deixados na calçada em frente ao sinal de trânsito, junto a na Praça Cardeal Arcoverde

RIO — Os patinetes elétricos por aluguel chegaram à Zona Sul como uma novidade que facilitaria a locomoção pela cidade. Um ano após sua implementação, os cariocas não estão mais tão satisfeitos com os veículos espalhados pelas ruas, literalmente. Porém, o incômodo sentido pelos moradores pode começar a melhorar. No início do ano, a Lime, uma das empresas que fornecem o serviço, decidiu encerrar sua atividade no Brasil, e a previsão é que nos próximos meses a empresa recolha os patinetes das ruas.

Os veículos não têm estações fixas, por isso quem caminha pela região os encontra no meio de calçadas estreitas ou espalhados na orla, muitas vezes, atrapalhando a circulação de pedestres. Alex Lagos é morador de Copacabana e diz que eles estão poluindo a área.

— Fica difícil passar ou caminhar, tem rua estreita ou com muito movimento. Podia ter pontos de retirada e entrega, seria mais organizado. Acaba se tornando perigoso — lamenta Lagos.

Empresas defendem adoção do modelo sem estações

Mesmo com as reclamações dos moradores que veem os patinetes como objetos que não fazem parte da paisagem e com o mercado em constante mudança —culminando com a saída da Lime do país —, a Grow Mobility, outra grande empresa que domina o serviço de aluguel de patinetes elétricos no Rio, acha que ainda há espaço para crescer na cidade.

O presidente da Associação de Moradores de Copacabana, Horácio Magalhães, comenta que recebe muitas reclamações sobre o modo como eles ficam jogados, podendo provocar acidentes.

A Grow explica que o formato dockless — sem estações — é fundamental para cumprir o objetivo de revolucionar a forma como as pessoas de locomovem. Já a Lime argumenta que os usuários são instruídos a estacionar da maneira correta por meio do aplicativo, do Instagram e do site da empresa, além de trabalhar com colaboradores que organizam os patinetes de forma correta.

Outra preocupação entre os pedestres é a manutenção. Maíra Cristina, de 23 anos, comenta que além de perceber a falta de respeito de alguns usuários, muitos veículos parecem malconservados. A Grow Mobility diz que tem uma equipe nas ruas que monitora as condições dos equipamentos e os encaminha para o galpão de manutenção.

SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER (OGlobo_Bairros)