Passageiro esfaqueado por motorista de ônibus passa por cirurgia e seu quadro é estável

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Uma dia após estar em estado grave, o passageiro que foi esfaqueado por um motorista de ônibus foi submetido a uma cirurgia no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Conforme a Secretaria estadual de Saúde, Rafael de Assis Silva, de 31 anos, tem o quadro de saúde considerado estável nesta terça-feira, dia 10. Segundo os familiares, os médicos disseram que a vítima foi atingida no pulmão e no fígado.

O crime aconteceu por volta das 19h de domingo, dia 8, em Alcântara, em São Gonçalo. De acordo com relato de testemunhas, Rafael foi agredido após uma discussão com o rodoviário. O motivo teria sido o fato de o passageiro não estar usando a máscara de proteção.

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Segundo relato dos policiais militares que participaram da ocorrência o passageiro e o motorista estavam no coletivo que fazia o trajeto Apolo III — Fazenda dos Mineiros, na linha 040. Ainda segundo os PMs, o motorista teria pedido que rapaz utilizasse o acessório de proteção, mas o mesmo não teria obedecido, dando início a uma discussão que acabou na agressão.

Pai cobra por justiça

O pai da vítima, o pintor Pedro Antônio Ferreira da Silva, de 57 anos, reconhece que o filho estava sem máscara, mas disse que isso não era motivo para a agressão. Ele falou ainda, que, segundo a esposa que acompanhava a vítima, um outro passageiro teria oferecido uma máscara para o rapaz, que teria aceitado. Por isso não via motivo para a agressão. Ele achou também um absurdo o motorista estar armado com uma faca e cobrou justiça:

— Ele (o motorista) tem que pagar pelo que fez. A lei é clara: errou pagou. Ele pode ter fugido, não sei qual foi a situação, mas tem de pagar. Tem que ter justiça senão vira bagunça. É um absurdo, o fim do mundo — protestou.

Segundo o pintor, seu filho costumava usar máscara. Ele acredita que o rapaz tenha esquecido de utilizar o acessório no dia da agressão.

— Bastava (o motorista) ter pedido para ele descer e, se não obedecesse, chamar a polícia. Não era motivo para discutir e muito menos para a agressão. Meu filho é um trabalhador e estava desarmado — afirmou.

Rafael mora no bairro Laranjal e estava trabalhando como auxiliar de serviços gerais numa academia de ginástica. O caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara). Em nota, a Polícia Civil informou que "de acordo com informações da 74ª DP (Alcântara), as investigações estão em andamento. Imagens estão sendo analisadas e diligências sendo feitas."

A Viação Expresso Tanguá informou, por meio de nota, que "lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer ato de violência. A empresa está apurando os fatos e está à disposição para colaborar tão logo seja acionada pela equipe de investigação da polícia. A empresa também está acompanhando o estado de saúde do passageiro".