Passageiros recorrem a ônibus do Paese para fazer percurso da linha 15-prata em SP

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SÃO PAULO, SP, 19/05/2021 07:33:21 - Greve paralisa 4 linhas do Metro de SP nesta quarta-feira. Movimentacao na plataforma do terminal de onibus Itaquera. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 19/05/2021 07:33:21 - Greve paralisa 4 linhas do Metro de SP nesta quarta-feira. Movimentacao na plataforma do terminal de onibus Itaquera. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com linha 15-prata ainda paralisada devido à greve dos metroviários, passageiros recorrem a ônibus do sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) na manhã desta quarta-feira (19) para fazer o deslocamento pela zona leste de São Paulo. Enquanto outras linhas do metrô já voltaram a operar parcialmente, o monotrilho ainda não retomou a operação até a publicação desta reportagem.

Muitas pessoas que chegavam à Vila Prudente, contudo, ficavam sem alternativa para continuar a viagem porque a linha 2-verde ainda não voltou a operar na estação, que estava completamente fechada. Ao chegar ao local, a maioria das pessoas se dispersava. Os trens da linha 2-verde estão circulando somente entre as estações Clínicas e Alto do Ipiranga.

Os metroviários de São Paulo entraram em greve a partir desta quarta-feira (19) em reivindicação por reajuste salarial e manutenção de direitos obtidos por acordo coletivo. A decisão foi tomada na noite desta terça (18), após o Metrô não comparecer à audiência de conciliação realizada à tarde na Justiça.

A paralisação afeta as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata (monotrilho), onde trabalham cerca de 7.200 metroviários. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás não estão incluídas na mobilização porque têm data-base em março, quando negociaram um reajuste cujo índice ficou em torno de 4%.

"Peguei o Paese na Vila União, mas estava cheio, lotado. Passei 30 minutos aguardando", diz o promotor de eventos Pedro Santos, 27. Ele precisava ter chegado à estação Villa Lobos-Jaguaré, zona oeste, às 9h, mas 40 minutos depois do horário ainda esperava o retorno da linha 2-verde. A outra opção para o deslocamento seria pegar quatro ônibus. "Não compensa."

A babá Andrea de Souza, 42, também ficou sem ter como sair da estação Vila Prudente. Ela veio pelo sistema Paese desde São Mateus e precisaria seguir até a Chácara Klabin em 15 minutos para começar o expediente às 10h, mas sabia que iria se atrasar. "Vou ver o que faço." Segundo ela, o ônibus do Paese estava cheio.

"Peguei um trânsito infernal. O deslocamento que dura cinco minutos hoje levou mais de 50", afirma o empresário Eduardo Gomes, 36. Ele chegou à estação Oratório e diz que foi surpreendido ao ver que a linha 15-prata não estava operando. "Essa greve não foi programada com os passageiros. Não fomos avisados. O Paese estava lotado, falam para não ter aglomeração, mas veio um em cima do outro."

Procuradas, a SPTrans e a SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes), que operam o Paese, afirmam que a operação teve início às 4h com 163 veículos em linhas especiais. Às 8h25, a frota era de 315 coletivos. Segundo a nota enviada, essa quantidade vai sendo ajustada conforme a necessidade. A empresa diz que mantém equipes nas ruas para monitorar a execução do plano.

O texto diz, ainda, que foi determinado que as concessionárias aumentem o número de partidas em todos os horários e que mantenham em circulação a totalidade da frota ao longo de toda a operação nos horários de pico da manhã, entrepico e pico da tarde.

Outras 25 linhas, que ligam os bairros às estações de metrô das linhas 1-azul e 3-vermelha, tiveram seus percursos prolongados até a região central.

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