Passageiros vindos da Itália desembarcam em SP após procedimento no vôo

Ana Letícia Leão
Família do advogado William Saran 45 anos, aguarda filha vindo da Irlanda, no aeroporto de Guarulhos

Passageiros vindos da Itália que desembarcaram nesta quarta-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, relataram um procedimento diferente dentro da aeronave diante da confirmação do primeiro caso de coronavírus (Covid-19) no Brasil. Pelo autofalante, os passageiros receberam orientações a respeito da doença. Quem apresentasse febre, tosse ou dificuldade em respirar foi orientado a procurar as autoridades ainda dentro do aeroporto.

O desembarque, previsto para ocorrer às 18h, atrasou cerca de 15 minutos para que justamente fosse reproduzido um áudio alertando sobre os sintomas da doença. Os voos provenientes da Itália chamam atenção das autoridades brasileiras porque o primeiro registro de coronavírus no Brasil é de um homem de 61 anos com passagem pelo norte daquele país entre os dias 9 e 21 de fevereiro. A Itália registra 370 casos confirmados e 12 mortes.

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Embora tenha havido um alerta ainda dentro de aeronaves, passageiros criticaram a forma como o aviso foi feito. De acordo com o radialista Bruno de Araújo Lasevicius, de 58 anos, o alerta sonoro foi emitido rapidamente quando o avião pousou, sem chamar a atenção das pessoas.

-Quando comecei a ouvir, já estava na metade, mas nem sei quem estava falando. Era um alerta rápido sobre os sintomas. Não adianta muito - disse Araújo.

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Segundo ele, durante sua passagem pelo aeroporto de Roma, na Itália, o controle no aeroporto sobre quem entra infectado no país está muito maior.

— No desembarque tem um leitor de infravermelho que muda de cor de acordo com quem passa com temperatura diferente, além de um fiscal para controlar. Lá eles realmente querem saber quem está entrando com alguma coisa. É uma maneira de barrar as pessoas — explica.

Um outro passageiro vindo do mesmo voo - e que preferiu não se identificar - disse que muitos nem entenderam o aviso, emitido apenas em português.

— É um voo internacional, deviam soltar o aviso em inglês.

Apesar de o voo chegar em Guarulhos direto de Roma, não foram disponibilizadas máscaras de proteção respiratória, ou álcool em gel durante o trajeto, segundo passageiros.

— Muitos estavam usando por conta própria, mas em um voo de mais de 12 horas ninguém aguenta ficar muito tempo. Em determinada hora, já está todo mundo sem máscaras — disse um outro passageiro.

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