Passageiros vivem experiência assustadora em cruzeiro de luxo

O que era para ser a viagem da vida de muitos passageiros, que pagaram US $50.000 por um cruzeiro ao redor do mundo, acabou se tornando uma experiência assustadora para muitos deles.

O Sea Princess zarpou de Sidney, para uma viagem de 104 dias, mas o que deveria ser um cruzeiro de luxo, rapidamente se transformou em pesadelo para seus 104 passageiros.

O Sea Princess. Foto: The Telegraph.

A embarcação virou um “navio fantasma” enquanto navegava por águas perigosas, conhecidas por ser alvo de piratas somalis no Oceano Índico, Mar Arábico, Golfo de Aden e Canal de Suez.

Carolyne Jasinski especialista em mídia australiana, disse ao The Daily Mail que o capitão Gennaro Arma, se dirigiu aos passageiros e os advertiu sobre a ameaça de um ataque ao navio, alertando que “todos devem se preparar para um ataque de piratas”.

“Era um navio fantasma”, escreveu.

Durante 10 dias, precauções foram tomadas contra o ataque. Cortinas e persianas em todo o barco foram fechadas e luzes permaneceram apagadas do anoitecer ao amanhecer. A música ao vivo, bem como os “deslumbrantes shows de mágica”, comédias de stand up e festas de discoteca a bordo do navio, foram todos suspensos.

Nada de festas fabulosas ou discotecas no convés.

Uma foto do Princess Cruises, tirada de sua página oficial do Facebook.

Houve também uma simulação de ataque para preparar os passageiros já apavorados. Durante o exercício, eles foram enviados para seus aposentos para passar por uma contagem. Os passageiros foram aconselhados a sentar no chão e se agarrar a objetos, no caso do barco precisar fazer manobras bruscas.

Em caso de uma ameaça direta, os passageiros foram instruídos a bloquear as portas de suas cabines e se refugiar nos corredores, colocando duas portas entre eles e os pitaras.

Uma foto do Princess Cruises, tirada de sua página oficial do Facebook.

Um porta-voz do Princess Cruises disse que a empresa não discute procedimentos de segurança específicos, mas diz que precauções sempre são tomadas antes dos seus navios entrarem em “áreas de preocupação”.

“Qualquer medida tomada a bordo do Sea Princess foi tomada como excesso de precaução, e não em resposta a uma ameaça específica. Essas medidas são comuns no ramo do transporte marítimo internacional em determinadas regiões”, disse o porta-voz.

Nos últimos 12 anos, foram registradas seis tentativas de ataques de piratas a navios de cruzeiro. Em março passado, piratas somalis sequestraram seu primeiro navio comercial desde 2012.

Benito Kozman