'Passaporte da vacina': Prefeitura do Rio já registrou cinco furtos de comprovantes nos postos, além de três tentativas

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RIO — Com a vigência do chamado “passaporte da vacina” na cidade do Rio, que estabelece a exigência de comprovante de vacinação contra a Covid-19 para entrada em locais como academias e cinemas, multiplicam-se casos de tentativa de fraude protagonizados por pessoas que rejeitam a vacina. Profissionais de saúde da prefeitura já relataram ao menos oito tentativas de furto do comprovante de vacinação nos postos, cinco delas consumadas. Num dos casos, uma servidora chegou a ser agredida, informou a Secretaria municipal de Saúde (SMS).

Dos cinco casos em que a caderneta de vacinação foi roubada, quatro aconteceram na Zona Oeste — três em Bangu e um na Barra da Tijuca — e um na Zona Norte, em Marechal Hermes. Foi neste bairro que uma técnica de enfermagem, ao tentar recuperar a caderneta de vacinação de uma pessoa que tentava roubar o documento, foi alvo de agressão física.

O caso aconteceu no último sábado. Após declarar seu nome e CPF à assistente de enfermagem, uma mulher tentou fugir com o cartão, sem ter a dose contra a Covid 19 aplicada. Quando funcionários tentaram contê-la, ela atirou chaves contra o rosto da atendente, que não se machucou. Em entrevista ao GLOBO neste domingo, a mulher, Michele Moreira, negou ter agredido a servidora, e disse que ficou ansiosa ao ver a agulha.

De acordo com a SMS, todos os episódios em que a tentativa de furto ao comprovante de vacinação teve êxito foram registrados em boletim de ocorrência na Polícia Civil por subtração de documento público — e, no caso de Marechal Hermes, com o agravante de agressão. Em todos os BOs foram fornecidos à autoridade policial os nomes e CPFs dos acusados.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde lembra que quem subtrai e usa documentos de vacinação adulterados “comete crime e está sujeito às penalidades legais”. “Consumado ou não, o ato de tentar deixar a unidade de saúde com o comprovante de vacinação, mas sem se vacinar, está ainda sujeito a multa de R$ 1.000 estipulada em lei pela Câmara de Vereadores do município, aprovada na semana passada”, completa a pasta.

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