‘Passaporte de vacina para bares só gera aglomerações e falsa sensação de segurança', diz representante do setor

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RIO - Presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci criticou nesta segunda-feira a decisão da prefeitura de São Paulo de permitir a entrada em bares e restaurantes apenas de pessoas vacinadas.

No fim do dia, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, voltou atrás e anunciou que o “passaporte de vacina” será opcional. Já no estado do Amazonas a medida foi anunciada na última sexta-feira e passou a valer a partir desta segunda.

—O passaporte de vacina para bares e restaurantes só gera aglomerações e falsa sensação de segurança — afirmou Solmucci, que compara a ideia com aferir a temperatura na entrada dos estabelecimentos. — Nada garante que alguém com temperatura normal não está transmitindo, nem quem tomou a primeira dose. O fundamental é manter os protocolos de prevenção.

O presidente da Abrasel ainda questionou a possibilidade de fiscalização da medida.

— Imagina que alguém que não foi vacinado entre e sente no bar. O dono ou o gerente terão poder polícia para retirá-lo dali? Ou deverão ligar para a PM? Ou, se não conseguir tirá-lo da mesa, serão multados? — questiona.

Aparecido, secretário de SP, afirmou que a obrigatoriedade está mantida para restaurantes com eventos e teatros de shoppings, por exemplo, precisam do comprovante. Segundo anúncio de Nunes, o documento será emitido por um aplicativo com QR Code.

— O conceito principal é que os estabelecimentos só vão poder aceitar pessoas que estejam com vacina [contra a Covid-19]. Esse é o passaporte. Se o estabelecimento estiver com pessoas sem vacina, e isso for observado pela Vigilância Sanitária, ele sofrerá multa — disse Nunes em coletiva de imprensa.

Os cidadãos de São Paulo deverão baixar o aplicativo - que deverá ser lançado até sexta-feira (27) -, efetuar o cadastro e emitir o QR Code. A leitura do código vai permitir que os estabelecimentos saibam se a pessoa está com alguma dose atrasada, caso em que deverá ser barrada. A data de início da medida e o valor da multa não foram divulgados.

Já no Amazonas frequentadores de bares, restaurantes flutuantes e similares deverão apresentar carteira de vacinação com pelo menos a primeira dose da imunização. A medida vale por 15 dias.

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