Passista há 15 anos, Thelma Assis teve medo de esquecer como sambar

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Thelma Assis (Foto: Reprodução/Instagram/@thelminha)
Thelma Assis (Foto: Reprodução/Instagram/@thelminha)

Thelminha Assis é uma sambista veterana. Há 15 anos passista do Carnaval de São Paulo, ela estreou na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, no desfile da São Clemente nesta sexta-feira (22) e contou ao Yahoo que temeu ter esquecido como sambava.

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Na conversa, ela destacou que os dois anos longe do Sambódromo e das Escolas de Samba se somaram aos julgamentos que famosos como Paolla Oliveira e Gaby Martins sofreram por conta no samba no pé. “Tive medo de ter esquecido. Até porque o tribunal da internet pegou pesado com umas pessoas durante os ensaios técnicos”, afirma.

Sambista de carteirinha, ela comentou que ninguém samba durante 100% do desfile. “Não dá para evoluir assim. Você tem que andar, fazer uma graça para não abrir buraco. E, às vezes, o vídeo compartilhado não está no seu melhor momento, está nesse em que você está andando e preocupado com o que o diretor de harmonia está te passando do andamento da escola”, explica.

Para não correr riscos maiores, Thelminha se esforçou o dobro. “Fiz aulas de samba para aperfeiçoar, mesmo fazendo parte de uma ala de passistas há mais de 15 anos”, destaca.

Celebrando a vida

Há mais de dois anos desde o último desfile das Escolas de Samba, Assis contou que no ‘CarnAbril’ a festa tem outros significados. “É o carnaval da vida. Estamos celebrando o privilégio de estar aqui depois da pandemia, que ainda não acabou e deixa muitas lições. Como todo sambista estou muito feliz de poder pisar na avenida novamente porque confesso que em alguns momentos desacreditei que estaria aqui de novo”, lembra.

A São Clemente, escola que desfilou como musa, homenageou o ator e humorista Paulo Gustavo. “Sempre estaremos lembrando, homenageando e militando pelo legado que ele deixou. Somam emoções poder estar aqui de volta, mas sabemos que tem muitas pessoas que gostariam de estar aqui e infelizmente morreram de uma doença que existia vacina”, comenta sobre as mais de 600 mil vítimas da covid-19.

A médica conclui ressaltando a importância histórica e cultural do Carnaval para o Brasil: “É a maior expressão de cultura popular que temos e não podemos deixar ser invisibilizado, tem toda uma história por trás e é isso que estamos fazendo aqui hoje.”

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