Pastor é condenado a 18 anos de prisão por crimes de ódio contra judeus

(Foto: Getty Images)
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O líder da igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, Tupirani da Hora Lores, foi condenado pela Justiça Federal a 18 anos e 6 meses de prisão por crimes de racismo e ódio contra judeus. A defesa do réu pode apresentar recurso à Justiça.

A ação foi movida pela Conib (Confederação Israelita do Brasil) e pela Fierj (Federação Israelita do Rio de Janeiro).

“Uma sentença histórica na luta contra o antissemitismo. É a maior pena aplicada no Brasil por esse tipo de crime, o que haverá de ajudar a inibir essa prática odiosa”, afirmou Ricardo Sidi, advogado criminal da Conib, que atuou como assistente de acusação.

Tupirani, que pregava contra judeus e outras minorias religiosas, foi preso pela Polícia Federal, em 24 de fevereiro. Ele foi alvo da Operação Rófesh.

Na sentença de hoje, a juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal, ressaltou que "o réu se valeu de sua condição de pastor de uma comunidade religiosa para a prática do crime, o que incrementa o potencial de induzir os seguidores a agir de modo similar".

A juíza federal acrescentou ainda que "no que toca à conduta social, os autos demonstraram que o réu mantém comportamento ostensivo de afronta às instituições públicas".

Para Andrea Vainer, a sentença “demonstra o endurecimento da Justiça com os casos de discurso de ódio”.

“O caso é gravíssimo e a reprimenda recebida pelo réu é proporcional à sua periculosidade”, avaliou ela.

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