Pastor influenciador nas redes sociais é preso por abuso sexual em BH

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As delegadas Cristiana Angelini, Carolina Bechelany e Luisa Drumond anunciam a prisão do pastor em Belo Horizonte (Foto: Divulgação/ Polícia Civil MG)
As delegadas Cristiana Angelini, Carolina Bechelany e Luisa Drumond anunciam a prisão do pastor em Belo Horizonte (Foto: Divulgação/ Polícia Civil MG)
  • A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na última terça-feira (8), um pastor de 38 anos acusado de abuso sexual por mulheres que frequentavam os cultos da igreja presbiteriana Portas Abertas

  • De acordo com a delegada Cristiane Angelini, o pastor escolhia seus alvos entre mulheres que passavam por momentos de dificuldade

  • Quando confrontado por uma vítima, o pastor a ameaçou e afirmou ter influência e amigos perigosos; no instagram, ele tem 490 mil seguidores

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na última terça-feira (8), um pastor de 38 anos acusado de abuso sexual por mulheres que frequentavam os cultos da igreja presbiteriana Portas Abertas, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. 

De acordo com a delegada Cristiane Angelini, da Delegacia Especializada em Combate a Violência Sexual, o pastor escolhia seus alvos entre mulheres que passavam por momentos de dificuldade. Até agora, segundo a polícia, quatro mulheres denunciaram os crimes. 

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A primeira denúncia foi feita em 2018, de forma anônima, por uma vítima de 27 anos. Segundo o UOL, após o início das investigações, mais três mulheres, com idades entre 27 e 39 anos, também procuraram a delegacia para registrarem ocorrência

"[Ele] é considerado um religioso de referência e respeitado no círculo religioso. Todavia, o pastor usa de sua influência, credibilidade e fama para conseguir satisfazer sua lascívia de modo obscuro e fraudulento", afirmou a delegada.

Isso porque, quando confrontado por uma vítima, o pastor a ameaçou e afirmou ter influência e amigos perigosos. No instagram, ele, que não teve nome divulgado, tem 490 mil seguidores que acompanham as publicações com cunho religioso.

Pastor repetia a forma de cometer os abusos

Pelos relatos, o pastor repetia a forma de cometer os abusos. Segundo as mulheres, ele convidava as vítimas para realizar orações em um ambiente reservado. Nesse local, porém, ele cometia os abusos, sempre prometendo "salvação". 

De acordo com os relatos, ele pedia para que elas colocassem na boca o dedo polegar dele, simulando sexo oral. Ele dizia que "entidades só sairiam do corpo com aquela prática". 

Ainda segundo relato das vítimas, o pastor também as abraçava pelas costas, fazendo-as sentir o órgão genital do homem.

O pastor foi encaminhado ao sistema prisional. De acordo com a delegada, ele pode responder por crime de violação sexual mediante fraude, que tem pena de dois a seis anos de prisão.

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